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Óleo de Coco emagrece e melhora colesterol: Benefícios são de pesquisa científica inédita

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Pesquisadoras da UFRJ publicam artigo que revela benefícios do óleo de coco

 

            As pesquisadoras da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Diuli Alves Cardoso, Anne Bello, Glaucia Maria Moraes de Oliveira, Glorimar Rosa, publicaram o primeiro artigo científico sobre os efeitos benéficos do uso do óleo de coco extra virgem.

            Os estudos evidenciaram que os pacientes obtiveram diminuição do IMC, melhora no índice de adiposidade visceral, da pressão arterial diastólica, e dos triglicerídeos, como também VLDL. Em paralelo, os pacientes tiveram a redução do consumo de óleo vegetal, chocolate e refrigerantes.

 

             Trata-se de uma pesquisa, que demonstrou o aumento do HDL - o bom colesterol -, como também a redução da circunferência abdominal e da massa corporal em pacientes cardiopatas e nos pós-operatório. O propósito foi o de avaliar o efeito do tratamento nutricional associado ao consumo de coco extra virgem em parâmetros antropométricos e perfil lipídico, em adultos de ambos os sexos, e possibilitar assim uma análise e a prevenção secundária em pacientes com doença arterial e coronariana.

 

            A primeira publicação científica – ISSN 0212-1611. GODEN NUHOEQ - S.R.V.318, Nutrición Hospitalaria teve sua origem  no Programa de Pós-graduação em Cardiologia da Escola de Medicina da UFRJ, no Centro de Pesquisa em Nutrição Clínica - HUCFF – do Instituto de Nutrição Josué de Castro. Todo o óleo de coco foi doado à pesquisa pela COPRA, Indústria de Alimentos de Maceió, AL, Brasil, que produz o alimento destro dos padrões exigidos.

 

            Pesquisa visa prevenir acidentes cardiovasculares de forma secundária

 

            Neste contexto, o óleo de coco extra virgem foi reconhecido por sua alta proporção de ácidos graxos de cadeia média (MCFA), acido láurico (fonte de vitamina E), e polifenóis de ação antioxidante. De acordo com as pesquisadoras, o objetivo deste estudo foi o de avaliar o efeito de uma dieta rica em óleo de coco, relativa à melhoria do perfil lipídico e medidas antropométricas em 136 pacientes testados, com idades entre 45 e 85 anos, com vistas, ainda, à prevenção secundária enfarte e /ou angina estável.

 

            Durante a pesquisa, houve redução do uso de medicamentos nos pacientes, por mais de seis meses, visto que os mesmos foram testados em um ambulatório de cardiologia especializado da UFRJ. O protocolo experimental foi aprovado pela Comitê do Instituto Nacional de Ética em Pesquisa Cardiologia (INC) - RJ sob o nº. 0305/2010, e o seu número nacional de Ensaios Clínicos (NCT) é 01962844. Todos os voluntários foram informados sobre os procedimentos aos quais seriam submetidos durante a pesquisa, e assinada a declaração de consentimento informado (SIC). Conclusão: observou-se que o tratamento nutricional associado ao consumo de óleo de coco extra virgem e reduziu o CC e aumento dos níveis de HDL-C em pacientes com CAD.

             

 

 

Estudo em andamento sobre o uso do óleo de coco extra virgem na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) – dissertação de mestrado -, aponta para a redução do peso – IMC e PC, a partir de tratamento nutricional associado ao consumo de óleo de coco extra virgem, uma publicação científica em curso.

 

- Os pacientes do estudo da UFRJ possuíam doença arterial coronariana e após aderirem ao tratamento nutricional, associado ao consumo de óleo de coco extra virgem, obtiveram redução do perímetro da cintura e houve aumento das concentrações de HDL – C, uma variável que quando aumentada está fortemente relacionada à prevenção de doença isquêmica cardíaca. -, explica a nutricionista da Copra Alimentos, Karine Lira, responsável pela compilação do trabalho intitulado: O Efeito do tratamento nutricional associado ao óleo de coco extra virgem nos dados antropométricos e perfil lipídico em pacientes com doença arterial coronariana crônica, realizado no Centro de Ciências da Saúde da Faculdade de Medicina – Instituto do Coração Edson Saad -, em 2014.

 

A ingestão de gorduras poderá ser de 15% a 30% do total das colorias diárias recomendadas pela OMS

 

Para um melhor esclarecimento, consultamos a Especialista em Nutrologia, Dra. Tamara Mazaracki uma vez que os dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) informam que o padrão nutricional recomendado para a ingestão diária de quilocalorias (kcal) está em torno de 55% a 75% de carboidratos, 10% a 15% de proteínas e entre 15% e 30% de lipídios (gorduras). A dieta diária deve somar em torno de 2.000 kcal para um adulto, e 1.800 kcal para uma criança. E... “Os óleos com sabores não perderam nenhuma das características do óleo de coco extra virgem”, explica a engenheira química da Copra Alimentos, Nathalye Cordeiro.

 

1. Dra. Tamara, poderia esclarecer se o uso de óleo de coco extra vigem, na quantidade de até duas colheres de sopa, iria de encontro às determinações preconizadas para uma boa nutrição?

 

Dra. Tamara - No meu entender, seguindo a OMS, a dieta deve ter 55% de carboidratos, 15% de proteínas e 30% de gorduras. Não vejo nenhum problema em se tomar até 3 (três) colheres de sopa, que são indicadas para o benefício máximo do óleo de coco. Gostaria de lembrar que na Dieta Mediterrânea, os gregos tomam um copinho de azeite antes das refeições principais, o que perfaz bem mais que 3 (três) colheres de sopa desta também preciosa gordura.

 

2. Por se tratar de uma gordura saturada, poderá transparecer ser prejudicial à saúde. O que difere essa gordura das demais?

 

Dra. Tamara -O óleo de coco extra virgem tem composição semelhante ao do leite humano, de fácil digestão, rápida produção de energia e, sobretudo, efeito benéfico sobre o sistema imunológico ao se transformar no organismo humano em monolauril, um monoglicerídeo de ação antibacteriana, antiviral e antiprotozoária. Antes de tudo o óleo de coco é considerado um alimento funcional.

 

3. Como indicar o uso do óleo de coco extra virgem dentro dos conceitos da OMS?

 

Dra. Tamara - Falando em calorias, uma colher de sopa bem cheia de óleo de coco contém 115 calorias. Três colheres serão 350 calorias aproximadamente. Se a ingestão calórica está em torno de 2.000 calorias, temos aqui 15 % da ingestão diária recomendada, podendo o indivíduo ainda se beneficiar do uso de azeite e da ingestão de sementes oleaginosas diversas, sem ultrapassar a cota de 30%.

 

4. Poderia tecer um comentário sobre pesquisas que relacionam o óleo de coco extra virgem à alimentação?

 

Dra. Tamara - Há inúmeros livros publicados sobre o assunto, relacionando os benefícios do óleo de coco extra virgem em doenças tireoidianas, emagrecimento, doenças intestinais, candidíase, fadiga crônica, diabetes, AIDS, parasitoses e muito mais. As pesquisas mais recentes provam claramente que o óleo de coco não causa aterosclerose e doença cardíaca, apesar de ser uma gordura saturada. Em um estudo publicado no Clinical Biochemistry, 2004, os pesquisadores alimentaram as cobaias com óleo de coco extra virgem e detectaram um efeito benéfico na redução do colesterol total, triglicerídeos, fosfolipídios e colesterol LDL. Houve um aumento no colesterol bom, o HDL. Além disso, frações ativas de polifenol presentes no óleo de coco preveniram a oxidação do colesterol LDL in vitro, Sabe-se que a oxidação do colesterol é que causa a formação de placa aterosclerótica (Beneficial effects of virgin coconut oil on lipid parameters and in vitro LDL oxidation, Clinical Biochemistry). Um grande número de estudos mostra uma correlação direta entre infecções crônicas e subclínicas por bactérias e vírus, e doença coronariana. Os maiores culpados são Chlamydia pneumoniae, Cytomegalovirus, e Helicobacter pylori. Cada um deles, e muitos outros, são efetivamente combatidos pelos TCM (triglicerídeos de cadeia média) presentes no óleo de coco extra virgem, o que pode efetivamente reduzir a incidência de doenças cardiovasculares. E mais, o óleo de coco, com seu efeito termogênico e sacietógeno, ajuda a promover o emagrecimento saudável.

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