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Ebola: Desvende o vírus

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E o assunto de hoje é polêmico. Vírus Ebola. Afinal, como ressurgiu? Quais são os sintomas? Como é transmitido?

Primeiramente, sobre os aspectos gerais desse vírus, pertence ao gênero Filovirus, e possui cinco cepas distintas nomeadas de acordo com o local onde foram indentificadas: Zaire, Bundibugyo, Costa do Marfim, Sudão e Reston. São vírus de RNA de cadeia simples (senso negativo) de aproximadamente 19kb de comprimento. O nucleocapsídeo, ou seja, o RNA envolto por uma cápsula de proteínas, contém 4 proteínas virais, incluindo a polimerase viral, que atuam na confecção de novas partículas de vírus, a partir do ciclo viral.

Apesar de já ter sido encontrado em chimpanzés, gorilas, antílopes e porcos, descobertas recentes evidenciam que os prováveis hospedeiros iniciais do vírus sejam morcegos frugívoros na África.

 

Histórico

 

O primeiro Filovírus, gênero que engloba tanto o Ebola quanto o Marburg, foi reconhecido em 1967, quando um grupo de pesquisadores que trabalhavam com histologia de primatas desenvolveram febre hemorrágica. Na ocasião, o vírus foi denominado Marburg. Apesar de ter infectado cerca de 31 pessoas, esse surto viral somente reapareceu oito anos depois, em 1975, quando um viajante, provavelmente infectado em Zimbabwe, adoeceu em Johannesburgo, maior cidade da África do Sul.

 

Já o Ebola foi detectado pela primeira vez no ano de 1976 em uma cidade chamada Zaire (República Democrática do Congo) e na região sul do Sudão. O surto envolveu possivelmente duas cepas distintas do vírus, ambas as cepas altamente letais. Desde então, houve surtos de Ebola em algumas localidades, como Uganda, Kikwit, entre outros, porém, todos controlados.

 

Transmissão

 

Especialistas defendem hipóteses que a transmissão do vírus por outros animais infectados para humanos, tenha sido através do sangue, ou por outros fluidos corporais como suor, sêmen, saliva, lágrimas, urina e fezes.

A partir daí, a infecção entre humanos ocorre com o contato entre o indivíduo infectado e seus fluidos corporais, com outro indivíduo. O contágio com pessoas que faleceram devido à infecção também pode ocorrer, já que o vírus resiste em média até sete semanas nos fluidos corporais do cadáver.

Apesar de não ser altamente contagioso, o uso de roupas protetoras e procedimentos de desinfecção são extremamente necessários para o controle de sua disseminação.

 

Manifestações Clínicas 

 

O período de incubação, ou seja, o tempo decorrido entre a exposição do indivíduo ao agente infeccioso, no caso, o vírus Ebola, e os primeiros sintomas é de geralmente 2 a 21 dias.

A doença é frequentemente caracterizada inicialmente por febre alta, dores de cabeça, dores musculares, fraqueza e inflamação na garganta, sinais comuns nos primeiros 10 dias de infecção. Com o agravamento da doença, náuseas, vômitos, diarréia, hemorragias, erupções cutâneas, deficiências nas funções hepáticas e renais se tornam comuns. A cepa de Reston, ao que tudo indica, não oferece alta patonicidade para humanos, em oposição, as outras apresentam altos índices de mortalidade.

 

Diagnóstico

 

Como os sintomas iniciais são generalistas, podem ser confundidos com outras doenças, como a malária, gripe, dengue hemorrágica, entre outras. Somente diagnósticos laboratoriais específicos, como o Elisa, IgM, PCR e isolamento viral podem detectar a presença do vírus e dar um diagnóstico preciso.

 

Tratamento

 

Até o presente momento não existe tratamento específico para o vírus Ebola. O infectado deve receber cuidados paliativos, como hidratação, manutenção dos níveis de oxigênio, pressão sanguínea e alívios dos sintomas causados pela doença.

 

Atualmente, a África vive o maior surto de Ebola já registrado. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), foi declarada ameaça sanitária internacional. Com isso, países afetados como Serra Leoa, Nigéria, Guiné e Libéria deverão adotar medidas preventivas em aeroportos, portos e postos de fronteira para evitar a disseminação do vírus.

Por Juliana Carani, Bióloga graduada na Universidade de Brasília
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