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O cerrado: E seus segredos!

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Considerado o segundo maior bioma do Brasil – atrás apenas da Amazônia – o Cerrado abrange uma área de aproximadamente 2.036.448 km², ou seja, cerca de 24% do território nacional é ocupado por esse bioma. Dentre os estados contemplados com sua imensa biodiversidade estão Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal, Goiás, Piauí, Rondônia, Roraima, Tocantins, Bahia, São Paulo e até mesmo uma extensão do Paraná, na região sul do país.

O Cerrado é uma savana, definição que envolve um tipo fisionômico de vegetação em que o estrato herbáceo é contínuo enquanto o estrato arbóreo é descontínuo, que possui  uma vegetação característica com árvores baixas, retorcidas e de casca grossa. Apesar  de sua rusticidade, o bioma possui uma variedade abundante de espécies endêmicas,  além de possuir um alto potencial aquífero por se situar entre três nascentes das  maiores bacias hidrográficas da América do Sul, a bacia Amazônica, São Francisco e Prata.

Apesar de parecer exclusivamente prejudicial à fauna e à flora do bioma, a relação do fogo com o Cerrado é estreita e necessária, desde que de maneira controlada. Com duas estações bem marcadas, frequentemente ocorrem incêndios, principalmente na transição do inverno para o verão, em que a falta de chuva, baixa umidade, raios e massa vegetal seca, favorecem os focos de queimadas. Segundo Vânia Regina Pivello, professora do Instituto de Biocências da Universidade de São Paulo (IB-USP), no solo ácido e pobre em nutrientes, a vegetação tende a acumular nas folhas grande quantidade de lignina, substância estrutural de difícil decomposição.  O fogo tem o papel de acelerar o processo de reciclagem dos nutrientes, permitindo que sejam reaproveitados mais rapidamente pelas espécies rasteiras. Além disso, o choque térmico provocado pelo fogo quebra a dormência vegetativa das sementes, causando fissuras que favorecem a penetração da água e estimulam a germinação. 

Segundo dados da Embrapa - Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – a região possui mais de 12 mil espécies vegetais catalogadas, entre as quais se encontram espécies medicinais e para alimentação, como por exemplo, o pequi, típico da culinária goiana. Com relação à fauna, estima-se a existência de cerca de 320 espécies, entre elas, o lobo-guará (Chrysocyon brachyurus)  que é uma das espécies que está sofrendo riscos de extinção.

A despeito da importância ecológica da biodiversidade observada, pouca coisa tem sido feita para a conservação de espécies ameaçadas já que grande parte de seu território sofre com a pecuária extensiva, agricultura, geração de energia e infra-estrutura. O resultado do uso insustentável dos recursos disponíveis foi responsável pela devastação de quase metade do bioma. Uma alternativa é explicitar os alvos de conservação e focar o manejo do fogo para evitar prejuízos maiores ao ecossistema

Por Juliana Carani, Bióloga formada na Universidade de Brasília
juliana.carani@gmail.com
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