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Nutrição: O que os atletas comem na copa?

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Nutricionista fala como deve ser a alimentação dos atletas

 

A especialista esclarece ainda, sobre nutrição esportiva, diferenças entre suplementos e anabolizantes, e até vômitos frequentes de Messi

 

Época de Copa e o mundo se volta ao esporte-rei, o futebol, porém, há uma série de assuntos curiosos que rondam a competição. A nutrição esportiva é um deles, e com o tema, surge uma série de dúvidas. Vale lembrar que a seleção italiana trouxe uma equipe de nutricionistas para dar suporte à equipe.

 

Como deve o jogador se alimentar? O que é suplemento permitido e anabolizante? O que é considerado “doping”?

 

Comida dos atletas

 

De acordo com a nutricionista Inari Ciccone, especializada em nutrição esportiva, no período pré e durante competições, a alimentação adequada é essencial para evitar complicações ao organismo do atleta como vômitos, diarreia ou dor abdominal.

 

Segundo ela, isso pode acontecer em viagens para lugares de diferentes costumes e hábitos alimentares. “Nesse período deve-se manter a alimentação mais próxima do habitual, evitar experimentar coisas novas e regionais e fazer um preparo alimentar para o armazenamento de energia. Esse preparo chama-se dieta de supercompensação de carboidratos, para que haja um maior armazenamento de glicose no músculo, o que disponibilizará mais energia na competição”, afirma.

 

A dieta de supercompensação tem 70% da composição dietética em carboidrato, sendo pobre em gordura e proteína. Ela deve ser feita durante três dias que antecedem a competição. Nesse caso, devem ser consumidos preferencialmente pães, cereais, arroz, massas ao sugo, geleia, frutas, vegetais, legumes, tubérculos e raízes como batata, inhame, batata doce, bananinha, frutas secas, mel, sucos de frutas, bolo simples, entre outros.

“O consumo de alimentos fontes de gordura e proteína como carnes, principalmente a vermelha, de corte gordo, deve ser reduzido. Além disso, evitar embutidos, queijos amarelos, croissants, frituras, molho branco e preparações à base de creme de leite, laticínios, manteiga, margarina e alimentos processados”, aconselha.

Suplementação

Segundo a nutricionista, o ideal é incluir na alimentação dos atletas, nutrientes modulados que possam ajudar no desempenho físico e na recuperação tecidual após a prática esportiva. “Para estes fins, podemos usar soluções de carboidratos como a maltodextrina ou carboidrato em gel (carbogel), proteínas solúveis extraídas do soro do leite, aminoácidos isolados específicos, que possam promover algum benefício na modalidade”, indica.

 

Inari observa que só podem ser utilizados como suplementos nutricionais aqueles que contenham nutrientes extraídos de alimentos naturais, sem conter substâncias que possam interferir diretamente no desempenho de forma artificial, como drogas ou compostos químicos ou biológicos (hormônios), que podem ser considerados “doping”.

 

Para ela, a prática do futebol, modalidade predominantemente aeróbica, exige uma suplementação de carboidratos. Mas, não se pode esquecer também, que nos jogos e treinos há intensa utilização de vias anaeróbicas. “Nesse caso, ter uma musculatura fortalecida é importante, pois exige força e bom condicionamento cardiovascular do organismo para um bom desempenho, o que pode exigir uma suplementação de proteínas”, avisa.

 

A especialista adverte porém, que é necessário cuidado na administração de suplemento de proteínas para que não haja uma superdosagem, o que pode prejudicar outros sistemas, como o renal, comumente afetado devido ao uso abusivo de suplementos proteicos.  “A proteína só deve ser ingerida após o treino ou durante, quando há indicação. Não é recomendada antes do exercício devido à difícil digestão, podendo ainda prejudicar a disponibilidade de energia para os tecidos musculares”, afirma.

Para antes do treino, doses adequadas de suplemento à base de cafeína podem ser ministradas por ter efeito estimulante”, recomenda Inari.

 

Anabolizantes

 

A nutricionista explica ainda, as diferenças entre os suplementos alimentares e os anabolizantes. “Suplementos são compostos com nutrientes, vitaminas, minerais extraídos dos alimentos. Já os anabolizantes são substâncias químicas ou biológicas formadas por hormônios esteroides que induzem o crescimento tecidual por vias anabólicas e interferem no sistema endócrino do organismo”, esclarece.

 

No caso do anabolizante, os hormônios induzem ao crescimento muscular de todo o organismo, inclusive do sistema cardíaco, o qual é estruturado por fibras musculares, ocasionando o aumento da espessura do coração, veias e artérias, o que altera o bombeamento sanguíneo. “Um dos hormônios que compõe os anabolizantes é a testosterona, e isso pode causar uma redução da produção deste hormônio pelo organismo. O uso frequente pode causar consequências nos homens como a diminuição da libido, o início de características femininas como o aumento das glândulas mamárias (ginecomastia) e o afinamento da voz. Nas mulheres pode ocorrer o aparecimento de características masculinas como o aparecimento anormal de pelos, o engrossamento da voz e do tronco, entre outros”, adverte a especialista.

 

Messi e os vômitos em campo

 

Inquirida sobre um possível problema gástrico que o principal jogador do mundo, o argentino Messi, enfrenta no campo, a nutricionista sugere que o atleta pode estar se alimentando de forma incorreta nas refeições que antecedem os treinos e jogos, com uma dieta composta por proporções maiores de proteína e gordura. “Esses nutrientes são de difícil digestão e levam mais tempo para serem digeridos”. Quando ele inicia a atividade, o corpo necessita direcionar o fluxo sanguíneo em maior parte para os membros, onde estão necessitando de mais energia e, se no caso ainda é preciso de fluxo sanguíneo para o processo digestório, isso pode causar alterações gástricas como mal estar e vômitos” variando de acordo com a intensidade da atividade, conclui.

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