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Amor animal: Eles também namoram!

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Dia 12 de junho chegou. Dia dos Namorados. Equivalente brasileiro ao dia de São Valentim, comemorado 14 de fevereiro nos Estados Unidos e diversas regiões da Europa. Pensando nas vontades exóticas, o BemZen separou uma pequena lista de seres vivos excêntricos em suas atividades sexuais..

Escorpiões

No meio científico, por exemplo, observamos o comportamento reprodutivo de escorpiões conhecido por uma espécie de dança nupcial que antecede o acasalamento. Esse ritual é dividido em três fases, a iniciação, em que ocorre o reconhecimento mútuo, a dança, fase em que o escorpião macho segura a fêmea através dos pedipalpos – apêndices com formato de pinça – e a leva para a dança. Esta fase varia, com relação ao tempo, de espécie para espécie. Em algumas espécies, como Bothriurus araguayae, o macho pode injetar veneno na fêmea com objetivo de acalmá-la. Logo em seguida, o macho ejeta uma estrutura denominada espermatóforo, que contém vários espermatozoides, e manobra a fêmea de forma que sua área genital fique em cima do espermatóforo, para que os espermatozoides sejam transportados para o órgão reprodutor da fêmea e os ovos sejam incubados.

Algumas espécies de escorpiões, como o escorpião-amarelo (Tityus serrulatus) possuem reprodução por partenogênese, ou seja, sem a presença de machos. Neste tipo de reprodução, o óvulo da fêmea se divide para formar um novo indivíduo sem que haja fecundação com o espermatozoide. 

Lagartos

O nome científico é complicado: Aspidoscelis uniparens. Dentre esses lagartos (digo, essas), não há machos presentes. Mas como perpetuam sua espécie? 

Tudo pode começar com um comportamento lésbico, onde uma fêmea estimula a outra com movimentos que imitam a corte comum antes da cópula em si. O ato desencadeia a produção e maturação de óvulos, os quais, sem a necessidade de um espermatozoide, geram indivíduos. Trata-se, novamente, da partenogênese; um evento raríssimo em vertebrados (mas, bem comum em insetos, artrópodes e alguns moluscos). O fenômeno foi explorado no primeiro filme da franquia Jurassic Park, em que um dos cientistas afirma ter controle da quantidade de dinossauros gerando apenas fêmeas.

Aranhas

Famosas pelo tamanho de seu abdômen, as viúvas-negras (Latrodectus mactans) têm um aspecto curioso relacionado à sua reprodução: geralmente os machos morrem após a cópula. Mas, ao contrário do que muitos pensam, o macho morre acidentalmente.

O ritual se inicia com o macho balançando a teia para chamar a atenção da fêmea, que, após certo tempo, permite que o macho se aproxime de forma que um fique de frente para o outro. Assim, o macho introduz seu aparelho reprodutor, o bulbo copulador, no aparelho reprodutor da fêmea, o epígeno. Após a fecundação, é comum que o bulbo se “quebre”. Quando isso ocorre, o macho perde muito do seu “sangue”, que no caso de aranhas, é chamado hemolinfa. Aproveitando-se da morte de seu parceiro, a viúva-negra decide alimentar-se do próprio macho para repor as energias gastas na cópula.

Minhocas

As minhocas (muitas espécies dentro do filo Annelida) sabem bem o que é sexo de igual para igual. Literalmente. Na biologia, usamos o termo dioico para fazer referência a espécies que possuem ambos os sexos no mesmo indivíduo, isto é, são hermafroditas. No momento da cópula, posicionam-se de forma oposta. Dessa forma, órgão masculino de uma se conecta com a bolsa receptora de espermatozoides da outra. Ao fim, ambas as minhocas carregam espermatozoides (advindos de sua parceira) que irão se misturar aos óvulos produzidos no próprio corpo, gerando a fecundação e, futuramente, uma porção de filhotes.

*Por Juliana Carani e Raphael Borges, Biólogos formados na Universidade de Brasília
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