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O Gramado da Copa: Sustentabilidade no Futebol

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Em tempos de Copa do Mundo, debates a respeito de investimentos se tornam necessários e corriqueiros para a população do país anfitrião. Muitas das decisões sobre construções de estádios, infraestrutura e tecnologia envolvem a área ambiental. Assim, a implantação de um sistema de resfriamento para o gramado escolhido para estádios, como o Itaquerão, em São Paulo, é uma questão a ser discutida.

 

A gramínea Ryegrass (Lollium perene) é uma espécie forrageira originária da Europa e da Ásia. Possui folhas finas e lineares, com crescimento vertical, ideais para utilização em parques, praças, áreas residenciais e, no caso, em campos de futebol. Além disso, sua taxa de crescimento chega a limites mínimos durante o verão, permanecendo em um estado de dormência. Por desenvolver-se em temperaturas mais amenas, é adaptada ao clima de inverno, quando a temperatura está abaixo dos 23ºC. 

 

Para que as condições ideais de crescimento da gramínea sejam preservadas, é necessária a construção de um sistema de resfriamento localizado abaixo do gramado, que injeta ar gelado e oxigênio na zona radicular da espécie. O aparato também conta com um sistema de drenagem a vácuo, evitando que o campo fique alagado em dias de chuva. 

 

Se o sistema falhar, existe outra possibilidade, como feito no Estádio Joaquim Américo Guimarães, em Curitiba, onde a Ryegrass vem em conjunto com um híbrido de espécies grama-bermuda conhecida como Tifgrand, mais adaptada a temperaturas maiores. Esta gramínea foi desenvolvida na Universidade da Geórgia, por um pesquisador americano da área de melhoramento genético de plantas. A vantagem é que a Tifgrand pode ser cultivada tanto em áreas sombreadas, como de sol intenso, além de apresentar uma tonalidade verde profunda e bem densa. 

 

Indubitavelmente, trata-se de um sistema com tecnologia avançada que possibilitará um bom rendimento durante os jogos. Contudo, o custo do projeto é de R$ 7 milhões, o que, muitas vezes, indigna a população brasileira que vem realizando protestos contra o gasto excessivo e desvio de investimentos que poderiam ser utilizados em áreas mais necessitadas, como saúde, educação e transporte.

 

*Por Juliana Carani, Bióloga formada na Universidade de Brasília

 

juliana.carani@gmail.com

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