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Santa Sara: A religião para os Ciganos

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Apesar de se declararem fiéis seguidores da fé católica, os ciganos costumavam adotar e ainda adotam o costume de se converterem à religião dominante do país onde fixam suas moradias. Na verdade, assim como fizeram os negros que aqui chegaram na condição de escravos, os ciganos procuraram fundir suas crenças e divindades com outras doutrinas, criando um sistema religioso parecido com o católico com algumas pequenas diferenças. Possuem um grande respeito pela Semana Santa, acreditam na reencarnação, nos espíritos habitantes da natureza, os elementais, a quem fazem oferendas, na roda dos círculos cármicos, e na ausência de um Paraíso e de um Inferno determinados como o destino final de toda alma vivente na face da Terra após a morte do corpo físico. Crêem em um só Deus a quem chamam DOU-LA ou BEL, em eterna luta contra o demônio, DENG. Cultuam os antepassados, temem o mau-olhado, e acreditam na força de BAJI, o destino. Conhecem e respeitam a lei de causa e efeito, da ação e reação, assumindo suas dores, dificuldades e sofrimentos como geradas por eles mesmos, nesta ou em outra existência. SANTA SARA KALI: Não se conhece a razão exata que levou o povo cigano a eleger Santa Sara como a sua padroeira, mas sabe-se que é a santa mais venerada para eles, a quem dirigem suas súplicas e apelos, além de oferecerem festas e rituais de agradecimento pelas graças recebidas. Considerada pela Igreja Católica como uma santa de culto local, pois nunca passou pelos processos regulares de canonização, Sara Kali está ligada à história das tradições cristãs da Idade Média e ao culto às virgens negras, santidades femininas de pele negra veneradas pelos fiéis católicos em igrejas, que posteriormente se transformaram em locais de peregrinação (Notre Dame de Montserrat; de la Negrette; de Liesse; de Marseille; e outras) principalmente na Espanha e França. Várias lendas existem sobre Santa Sara Kali. Uma delas conta que, com as perseguições sofridas pelos seguidores de Jesus, alguns de seus discípulos foram colocados numa barca, sem provisões e sem remos, ao sabor do destino. Entre eles estavam Maria Salomé (mãe dos apóstolos Tiago e João), Maria Jacobé (irmã de Maria), Lázaro, Marta, Maria Madalena, Maximino e Sara, uma negra, serva de Maria Jacobé. A embarcação teria chegado ao sul da atual França e aportado em Petit-Rhône, situada em águas do Mediterrâneo. As mulheres teriam ficado no local da chegada, em companhia de Sara, enquanto os homens teriam seguido viagem, continuando sua evangelização. Antes da partida, ergueram um rústico oratório em homenagem à Virgem Maria. Atualmente, séculos mais tarde, existe nesse mesmo local, na cidade de Camargue, a Igreja de Notre-Dame-de-la-Mer, Nossa senhora do Mar, que abriga as relíquias de Maria Jacobé, Maria Salomé e Sara. Esta igreja é um dos locais por onde passam os peregrinos do Caminho de Santiago de Campostela, pois faz parte de sua rota de peregrinação. Em 1449, quando essas relíquias foram descobertas, começou uma peregrinação à Igreja de Nossa Senhora do Mar que acontece até hoje, nos dias 24 e 25 de maio. Nesses dias, os ciganos de todo mundo reúnem-se para festejar sua santa padroeira. Outra lenda conta que Sara já habitava Camargue quando a embarcação chegou e que teria se dedicado a cuidar das mulheres. Outra ainda diz que Sara teria sido uma sacerdotisa do deus Mitra (deus da religião védica indiana, cultuado por volta de 1400 A.C, que assegurava o equilíbrio e a ordem no cosmo) ou uma divindade feminina de origem celta ligada a Terra. Outras narram que ela foi uma rainha egípcia ou africana, o que explicaria sua pele negra. Pelo fato de Sara possuir a pele negra, os ciganos brasileiros adoram também Nossa Senhora Aparecida Em março de 1990 a imagem de Santa Sara Kali foi descoberta pelo casal de artistas sacros Neyde e José Marçal. Até aquela data o brasileiro não tinha a menor idéia de quem era Santa Sara Kali, muito menos se ela era ou não a padroeira dos ciganos. Graças à Neyde Marçal sua imagem tornou-se conhecida por todos nós, amantes da cultura cigana, e suas lendas e oração puderam ser divulgadas. Norma Estrella normaestrella7@gmail.com (21) 9776-7377 / (22)2655-3963

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