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Felicidade: A importância do estado de presença para uma vida bem vivida

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Por Titi Vidal
 
Nascemos, vivemos e morremos. Basicamente, a vida é isso que acontece entre o nascimento e a morte. Mas será que vivemos mesmo a vida?
 
Nascemos dentro de uma família, de um sistema e contexto. Acredito que escolhemos a família na qual vamos nascer e a que sistema vamos pertencer. Então nascemos e fazemos parte daquele sistema.
 
Quando pensamos em sistema, pensamos em um grupo de coisas, pessoas ou energias que se influenciam mutuamente. Tudo que faz parte de um sistema pertence a ele, influencia todo sistema e é influenciado por todo sistema. Isso inclui o sistema familiar.
 


O sistema familiar é como um rio, que vai levando em sua água tudo que passou por ela, influenciando tudo e todos que se banham nesse rio, cada um que entra nesse rio, tudo que já fez e que ainda faz parte dele. Tudo que entra nesse rio é levado por ele para sempre. Por isso, mesmo que algo ou alguém seja excluído, aquela energia continua sendo levada e influenciando, só que nos casos de exclusão isso se torna mais problemático.
 
O fato é que somos tão influenciados por esse sistema, que muitas vezes vivemos o sistema e não apenas o nosso “eu”. Em outras palavras, às vezes o sistema vive através de nós e especialmente para lembrar daqueles que foram excluídos ou que viveram qualquer tipo de situação difícil, na tentativa inconsciente de reincluí-los acabamos fazendo escolhas semelhantes às deles e com isso nos desviamos dos nossos propósitos e da nossa essência.
 
Isso acontece também porque a vida acontece em três diferentes níveis: o nível do “eu”, o nível da “alma” ou da “consciência herdada” (que tem a ver com o nosso sistema familiar e todos os nossos ancestrais) e o nível do “espírito” ou da “vida” (onde se incluem a espiritualidade e todas as forças da natureza). Vivemos ao mesmo tempo esses três níveis e podemos escolher de acordo com os três.
 
Como carregamos nossos ancestrais dentro de nós, pois estamos todos no mesmo rio e porque estão todos em nosso mapa astrológico e em nosso DNA, muitas das nossas escolhas são feitas justamente nesse segundo nível, o nível da consciência herdada. Escolhemos de acordo com aquilo que mais se ajusta ao nosso sistema, seja pela tentativa de fazer parte dele ou pela tentativa de reincluir quem foi excluído.
 
Quando escolhemos tentando reincluir um antepassado (e claro que isso acontece em um nível inconsciente) podemos reviver o que ele viveu, para que ele seja lembrado ou porque por amor estamos carregando por ele. Muitas das nossas escolhas são feitas assim, mesmo sem nos darmos conta disso. Com isso, escolhemos muitas coisas em desacordo com o nosso “eu” e sofremos com as consequências disso.
 
Também escolhemos para pertencer e nesse caso também repetimos as escolhas do sistema. Por exemplo, em um sistema no qual muitas pessoas foram infelizes no amor ou muitas pessoas ficaram gravemente doentes, uma pessoa pode inconscientemente pensar que quando ela é feliz no amor ou é saudável com isso está vivendo um destino diferente e com isso não está pertencendo, como se isso fosse uma traição ao seu sistema de origem.
 
Claro que tudo isso acontece em um nível muito inconsciente e justamente porque vivemos em uma espécie de transe, que na verdade pertence ao nosso sistema. É assim que a maioria das pessoas vive a vida hoje em dia. Seja pela forte conexão que sempre existe com o sistema seja pela forma como se vive a vida hoje em dia, muita gente vive como que no piloto automático, reagindo à vida ao invés de viver a vida e escolhendo pelo sistema ao invés de escolher por si mesmas. E isso gera boa parte dos nossos problemas.
 
No fundo é como se muitas vezes estivéssemos assistindo a vida ao invés de viver a vida. E a maior parte das pessoas nem se dá conta disso.
 
Acontece que estamos vivendo um momento astrológico especial que não quer mais deixar que isso aconteça. O céu está dando uma espécie de tranco e nos acordando para a vida. O céu está pedindo para olharmos atentamente para o que estamos fazendo, o que e como estamos escolhendo, porque temos que começar a viver e isso se faz cada vez mais urgente. Não simplesmente viver biologicamente falando, mas viver de verdade. E viver de verdade é estar presente na própria vida.
 
Estar presente é estar consciente e centrado no “eu” com a consciência do “todo”. É viver integrado nos três níveis, mas consciente do que o “eu” quer e precisa. É viver consciente de que podemos escolher diferente do nosso sistema e ainda assim pertencer, porque na verdade quando vivemos verdadeiramente a vida é que estamos honrando o nosso sistema.
 
Como carregamos todo nosso sistema dentro de nós, nossos ancestrais continuam vivendo através de nós e quanto mais felicidade, amor, saúde e realização nós tivermos, mais estamos honrando nosso sistema, nossos ancestrais e a vida que recebemos deles. Aliás, honrar quem veio antes é honrar a própria vida, é dizer sim para quem somos e nesse sentido quanto mais aceitarmos nossas origens, melhor, porque assim podemos receber tudo que vem de bom deles. E vale lembrar que só estamos aqui, vivos, porque nascemos deste pai e desta mãe, que por sua vez nasceram dos nossos avós, que nasceram dos nossos bisavós e assim por diante.
 
Por isso, ao contrário do que inconsciente pensamos e fazemos, é vivendo bem que estamos honrando e fazendo com que o sistema continue vivo. Repetir padrões negativos e histórias difíceis não resolvem os problemas antigos, apenas cria novos problemas.
 
O que podemos fazer é olhar para os ancestrais e para nossos pais com carinho (mesmo quando não concordamos com eles) gratos porque nos deram a vida e lembrar de quem veio antes permitindo que continuem vivos em nosso coração. E devemos mesmo ser gratos, porque só estamos aqui porque eles existiram e porque através deles a vida chegou até nós. Essa gratidão também abre as portas para a presença e a fluidez da vida.
 
Podemos também seguir nossa vida e nosso próprio destino, conscientes de que isso não desrespeita quem veio antes na medida em que temos por eles carinho e respeito.
 
Mas só conseguimos fazer tudo isso se estamos em estado de presença. Estar em estado de presença é estar fora do transe, é estar consciente de onde viemos e de quem somos. É estar conscientes a partir do coração sobre o melhor caminho a seguir, o melhor caminho para o “eu”, para a “alma” e para o “espírito”.
 
Thomas Bryson e Ursula Franke Bryson definem presença em seu livro Trauma, Transe e Transformação: o poder da presença na prática.

“Presença é o contexto estável e abrangente além da interpretação pessoal limitada da realidade, que considera apenas os termos de ser bom ou mau para a segurança pessoal e o autinteresse limitado de curto prazo. Presença é a chave para libertar-se da limitação ao pensamento conceitual apenas e o retorno ao estado de possibilidade – à criatividade, por meio da qual tudo pode acontecer, e não simpl

esmente a interminável repetição do que aconteceu e foi pensado antes. E a Presença oferece a força necessária para enfrentar as coisas difíceis que têm limitado o nosso acesso à paz e à liberdade aqui e agora”
 
E eles ainda apresentam os principais aspectos da presença:
 Presença oferece segurança em face ao medo
 A presença é essencial para a conexão com nós mesmos, a vida e os outros
 Em um mundo de mudança contínua, presença proporciona estabilidade e contexto
 Presença é a chave para o verdadeiro fortalecimento pessoal
 Presença traz uma perspectiva terapêutica por meio de distância
 Presença permite um retorno à possibilidade
 Presença dá contexto para o desenvolvimento a longo prazo
 
Isso tudo significa que apenas quando estamos em presença estamos em verdadeira segurança, estamos em contato com nós mesmos, com os outros e com a vida e só assim, portanto, fazemos boas escolhas e nos relacionamos bem.
 
Mas por que é tão difícil estar presente? É difícil, entre outros motivos, porque quando ficamos presentes somos obrigados a aceitar a vida com ela é e dizer sim para tudo que se passou e isso pode nos assustar. Quando percebemos as escolhas que já fizemos em transe podemos ter um choque, porque podemos nos dar conta de como escolhemos até aqui. É difícil porque dá esse medo de escolher e de fazer diferente. Mas é justamente isso que temos que fazer. E também fazemos isso pelo nosso sistema, pois a partir do momento em que incluímos novas informações nesse sistema, estamos contribuindo com o equilíbrio e a paz de todos que já pertenceram, que pertencem e que pertencerão ao sistema. Estamos vivendo pelo sistema, trazendo vida para todos que fazem parte dele.
 
E estamos então vivendo de verdade, presentes na própria vida, dizendo sim para a própria vida. Quando conseguimos fazer isso, quando conseguimos ficar presente na própria vida, nossas escolhas são mais apropriadas à nossa própria essência e as coisas fluem muito melhor. Temos força, coragem, segurança, tranquilidade e calma. Sabemos para onde devemos ir. Sabemos exatamente o que devemos fazer. A vida ganha qualidade e tudo que fazemos em estado de presença é muito melhor. Os resultados são diferentes. Somos capazes de conquistar o mundo, de realizar nossos sonhos, de cumprir o propósito da nossa alma.
 
Quando estamos presentes também conseguimos nos relacionar, porque uma conexão verdadeira com alguém só é possível em estado de presença. Isso potencializa os vínculos que temos com o outro e melhora a qualidade de qualquer relação.
 
Viver em estado de presença, escolher e viver presente só tem ganhos. E o mundo precisa saber logo disso, porque o que mais vemos hoje em dia é gente vivendo no piloto automático, escolhendo o que é socialmente ou sistemicamente mais aceitável e isso só gera infelicidade.
 
Basta olhar em volta e perceber o quanto tantas pessoas escolhem de forma semelhante porque aquilo é socialmente mais esperado e aceito. Basta olhar e ver como tanta gente hoje em dia é infeliz, vivendo a vida com frustrações porque poderia ter feito diferente, poderia ter outro trabalho, outro companheiro, outras opções que escaparam porque não eram a melhor opção para o sistema ou para a sociedade. Basta olhar em volta e ver a quantidade de pessoas que só conseguem viver a vida feliz com a ajuda de medicamentos, de antidepressivos e ansiolíticos tão consumidos hoje em dia. A própria sociedade favorece esse tipo de vida hoje em dia, porque estamos sempre correndo, porque precisamos ser práticos, bem sucedidos. Temos que seguir um padrão, além do padrão familiar o padrão social. Há muito preconceito, há pressa, falta de tempo. Não estamos mais em contato direto e verdadeiro com as pessoas, com a natureza, com nós mesmos. Mas felizmente muita gente também vive em presença e felizmente também sempre é tempo de mudar.
 
O céu está favorecendo isso e de certa forma até dando um belo empurrão, porque está nos acordando, está dizendo que ou vivemos ou quando nos dermos conta, a vida passou e desperdiçamos esse bem tão precioso que é a nossa própria vida. A vida é, na verdade, uma oportunidade, um presente que apenas tem significado quando vivida significativamente.
 
Viver a vida no piloto automático vai além do estar em transe, é viver como um zumbi, alguém que vai reagindo e “vivendo” sem refletir, sem escolher, sem fazer diferente e sem fazer diferença.
 
Só pode fazer diferença na vida, viver com significado e deixar um legado quem vive em estado de presença. Quem está vivo de verdade, vivendo a vida com plenitude e presença.
 
Vamos acordar porque só podemos receber o melhor da vida quando estamos acordados, despertos, vivos! E a felicidade e a fluidez que vêm daí, só quem está vivo e presente pode sentir!
 
Bom dia! Esteja presente e seja bem vindo à sua própria vida!
 

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