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Vou me aposentar. E agora?: Sandra Rosenfeld dá dicas para a preparação dessa nova fase da vida

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Como coach, tenho ouvido, com frequência, pessoas preocupadas com o que farão ao aposentar-se. E mais do que isso, acreditando que poderá ser um período infeliz na vida.

Para quem sempre trabalhou intensamente e, ao aposentar-se, não pretende, não pode ou não quer realizar algum outro tipo de atividade profissional, a aposentadoria pode realmente parecer um fantasma assombrando. Digo parecer, porque não precisa ser assim, mesmo para aqueles que não vão mais desenvolver nenhuma atividade profissional. 

É claro que o ideal é se preparar para a aposentadoria e não esperar ela chegar para decidir o que fará da vida a partir daquele dia. Mas se preparar como? Alguns perguntam já com a aposentadoria batendo na porta. Ainda assim é possível, não mais se preparar, mas montar estratégias para lidar com ela, para tirar o melhor proveito desta nova fase que, hoje, pode se prolongar por muitos e muitos anos. 

Mas vamos por partes. Se a sua aposentadoria vai acontecer daqui a cinco anos, por exemplo, há tempo de se preparar, mudando hábitos e incluindo outros que irão proporcionar a ocupação do novo tempo livre no futuro de forma agradável, dinâmica e que ainda pode permitir a realização de novas amizades. Mas o amanhã se constrói hoje, não é mesmo? Então, é agora que precisamos implantar o novo.

Podemos iniciar fazendo perguntas para nós mesmos. Essas perguntas devem ser escritas e as respostas também para que se possa lê-las quantas vezes for necessário.  Seguem algumas sugestões de perguntas:

 

A) O que eu gostaria de fazer durante todos estes anos ativos que ainda não fiz? 

Pode ser uma faculdade, um curso de idiomas, aulas de dança, meditação, yoga, viajar mais, correr, caminhar, fazer natação, entrar para uma academia de ginástica, golfe, tênis, tocar um instrumento, etc. etc. etc. 

Ok. Muitas pessoas, ao aposentar-se, perdem boa parte de sua renda. Mas essas atividades não necessariamente têm custos. Há muitas atividades abertas ao público em parques, praias, espaços destinados ao desenvolvimento espiritual, como no caso da meditação e outras atividades com taxas mínimas de inscrição. Ou seja, o aposentado pode sim usar o seu tempo livre sem onerar o seu bolso. E é disso que estamos falando, o bom aproveitamento do tempo que, antes, faltava e, agora, está aí, pleno para ser vivido!

 

B) Como posso incluir esta nova atividade na minha vida de tal forma que se torne um hábito? Com que frequência? Do que vou precisar abrir mão (tempo, saídas, gastos ...)  para incluí-la consciente de que vai ser importante na construção do meu futuro? 

 

C) Será que eu vou ter dinheiro bastante para usufruir desta nova fase da minha vida? Ou devo rever meus gastos hoje para aumentar minha “poupança” ou até fazer uma?

Muitas pessoas, ao aposentar-se, não conseguem realizar o que gostariam pelo simples fato de, durante a vida produtiva profissionalmente, terem ignorado a aposentadoria.

 

D) Onde eu gostaria de morar? Aqui mesmo nesta cidade, bairro, apartamento, ou num lugar mais tranquilo ou menos dispendioso?  Que tipo de planejamento devo fazer desde já para alcançar este objetivo?

 

- Para quem mora só:

Eu quero continuar morando sozinho ou posso compartilhar minha moradia com um amigo(a) que também vai se aposentar? E, assim, além de reduzir custos, vou ter uma companhia. É possível? Sou uma pessoa fácil de conviver, estou disposto a dividir, abrir mão? 

 

- Para quem é casado:

Meu esposo(a) está preparado para lidar com esta minha nova etapa de vida em que vou estar em casa e presente por mais tempo? E eu estou preparado? O que podemos fazer para desde já ir nos adequando a esta nova fase? 

Estas são as perguntas básicas, mas você pode aumentar esta lista incluindo novas perguntas mais criativas, mais condizentes com o seu perfil.

A aposentadoria é uma etapa realmente nova, não só na vida da pessoa que está se aposentando, mas também de quem convive proximamente com ela.

 

Para a esposa que nunca trabalhou fora ou que se aposentou antes, ter um homem quase que o dia todo dentro de casa pode ser muito estressante e gerar conflitos nunca antes existentes. 

Para o marido, também, não é fácil essa nova adaptação quase em tempo integral ao lar.  Muitas vezes, ele vai se ver sozinho porque a mulher sai para compras, lanches e cinema com amigas. O que pode gerar certo desconforto e até ciúmes nele. Estava acostumado a chegar em casa, à noite, e encontrar a esposa. Não imaginava que, durante o dia, ela tivesse tantos compromissos pessoais, que fosse tão independente...

Por outro lado, se o marido se aposenta e preenche a sua agenda diária com muitas saídas para jogos, chopes com amigos, carteados, etc., também, pode gerar desconforto e ciúmes na esposa. 

Há que se encontrar um meio-termo para ambos e isto também deve começar a ser levantado e discutido antes da aposentadoria acontecer. Criar atividades a dois, por exemplo, pode ser uma forma de unir, de vivenciarem junto esta nova fase que pode ser alegre, divertida e estimulante para o casal. 

A aposentadoria, quando bem-planejada e bem-vivida, é um prêmio; e não um castigo. Um prêmio pelo tempo dedicado à profissão, aos benefícios que trouxe às empresas pelas quais passou, pelo que usufruiu e construiu durante esse período da vida. É um prêmio merecido para que, agora, sem tantas obrigações e deveres, possa realizar sonhos de todos os tamanhos e cores, que, antes, não teve tempo ou possibilidade. 

 

 

FONTE: Sandra Rosenfeld

Escritora e Palestrante. Terapeuta em Qualidade de Vida como Instrutora de Meditação, Executive e Personal Coach. 

Autora dos livros “Durma Bem e Acorde para a Vida” e "O que é Meditação", ed. Nova Era / Record. 

E-mail: contato@sandrarosenfeld.com.br

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