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Que tal criar seu próprio inseto comestível em casa?: Saiba que a dieta a base desse bichinho cheio de proteína pode reduzir a fome mundial

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Para muitos, comer insetos pode parecer um hábito exótico. Mas, um estudo recente da ONU apontou a entomofagia, a dieta a base desses bichinhos ricos em proteína, como alternativa para reduzir a fome no mundo de formasustentável, em substituição à produção de carne, que demanda grande quantidade de terra e outros recursos.

Atenta à questão, a designer Mansour Ourasanah desenvolveu o terrarium Lepsis, uma unidade para criação de insetos comestíveis dentro de casa. Ainda em fase de protótipo, o utensílio possui paredes de acrílico transparente, base de madeira e compreende quatro unidades modulares que ordenam o processo da criação: a reprodução, alimentação, a "colheita" e o "abatedouro" dos gafanhotos.

Desenvolvido em parceria com a marca de eletrodomésticosKitchenAid, o projeto é um dos finalistas do concurso de design britânico Index, um dos mais prestigiados do mundo. Segundo Ourasanah, o designer moderno do aparelho reflete o desejo de tornar a atividade de criação de insetos uma parte natural do ambiente doméstico, um aparelho funcional de cozinha e símbolo para um futuro sustentável.
 

Para muitos, comer insetos pode parecer um hábito exótico. Mas, um estudo recente da ONU apontou a entomofagia, a dieta a base desses bichinhos ricos em proteína, como alternativa para reduzir a fome no mundo de forma sustentável, em substituição à produção de carne, que demanda grande quantidade de terra e outros recursos.


Atenta à questão, a designer Mansour Ourasanah desenvolveu o terrarium Lepsis, uma unidade para criação de insetos comestíveis dentro de casa. Ainda em fase de protótipo, o utensílio possui paredes de acrílico transparente, base de madeira e compreende quatro unidades modulares que ordenam o processo da criação: a reprodução, alimentação, a "colheita" e o "abatedouro" dos gafanhotos.


Desenvolvido em parceria com a marca de eletrodomésticos KitchenAid, o projeto é um dos finalistas do concurso de design britânico Index, um dos mais prestigiados do mundo. Segundo Ourasanah, o designer moderno do aparelho reflete o desejo de tornar a atividade de criação de insetos uma parte natural do ambiente doméstico, um aparelho funcional de cozinha e símbolo para um futuro sustentável.


CHOQUE DE CULTURAS: SUPERPRODUÇÃO X SUBCONSUMO

Nascida e criada até os 16 anos na região de Tongo, localizada na costa ocidental da África, Ourasanah testemunhou a fome e a pobreza geradas pela inflação e eventos climáticos extremos, como secas. Em 2001, ao mudar para Nova York, feliz por deixar os dias difíceis para trás, percebeu outro problema tão grande quanto a fome: o despedício de alimentos.


Com isso, ela descobriu que a propensão do sistema agrário a produzir mais e descartar desempenhou um grande papel no aquecimento global e na escassez de alimentos em todo o mundo, sendo que a produção de carne e derivados e o consumo por uma população em rápido crescimento está na vanguarda desse problema.


"Na minha opinião, qualquer mudança real deve começar em lugares do mundo onde a comida, a carne, em particular, está sendo superproduzida e subconsumida, ou seja, o mundo desenvolvido. Agora sou uma cidadã do mundo desenvolvido e esta é a minha contribuição para esta causa", afirma referindo-se ao Lepsi.


"O conceito de criação de gafanhotos é repulsivo para a maioria das pessoas nas sociedades ocidentais. No entanto, as vantagens sustentáveis devem ser um incentivo suficiente para que abandonemos esse preconceito", enfatiza a designer, lembrando que, como a maioria dos insetos, gafanhotos exigem pouco espaço e poucos recursos para crescer.


Fonte: Vanessa Barbosa, Exame.

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