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Saúde auditiva: Como evitar copmprometer audição devido aos ruídos do dia a dia

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 Os jovens tem o organismo completamente desenvolvido e funcionando a todo vapor. Mas isto não significa que a saúde não precisa de cuidados, especialmente os ouvidos. Os otorrinolaringologistas afirmam que as novas tecnologias e o estilo de vida dos jovens atuais favorecem a perda de audição. A exposição intensa a sons altos é uma das principais causas de perda auditiva.

Os hábitos de risco têm aumentado o número de jovens nos consultórios e as queixas mais comuns são diminuição da audição e zumbido. Muitas vezes eles apresentam problemas de audição antes mesmo do que seus pais e avós e isto é extremamente preocupante. Os ouvidos sofrem em casa, no trabalho, no trânsito e até nos momentos de lazer.

Em casa, o volume da televisão, do rádio e dos eletrodomésticos vão minando aos poucos a audição. As pessoas investem cada vez mais em aparelhos potentes para assistir filmes e ouvir músicas. A diversão e os danos aos ouvidos são garantidos. A orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS) é que o som não passe de 85 decibéis (dB). Neste volume a exposição deve ser no máximo de oito horas para assegurar que não haja malefícios a saúde auditiva. A recomendação é adquirir eletrodomésticos e eletroeletrônicos com certificação para que eles gerem um ruído que seja em um nível aceitável.

No trabalho, vários agentes nocivos estão relacionados à perda de audição. O ruído está presente na maioria dos processos industriais, máquinas, motores e ferramentas. Mesmo que a exposição não seja constante, há grandes riscos para o trabalhador. Para evitar lesões nas células ciliadas da cóclea, órgão do ouvido, é recomendado usar protetores auriculares e descansar a audição sempre que possível. Produtos químicos, metais pesados, solventes e radiações ionizantes podem agravar os problemas auditivos.

O trânsito é outro responsável pela piora da audição. O vai e vem dos carros gera um barulho de no mínimo 85 dB e a buzina, aparentemente inofensiva, provoca um ruído de 100 dB. Neste volume a exposição deve ser de no máximo uma hora. Pessoas que passam várias horas por dia no trânsito são os que mais correm perigo. Os sintomas da perda auditiva surgem quando o quadro já está avançado. Em média, uma pessoa que tem o problema leva sete anos para procurar ajuda e dar início ao tratamento, reduzindo as possibilidades de recuperação.

As baladas, shows e as sessões de cinema também fazem parte da lista dos vilões da audição. Em casas noturnas, onde o barulho fica na faixa dos 120 dB, a permanência não deveria ultrapassar seis minutos. Qualquer lesão nas células auditivas é irreversível e não há um processo de reposição do corpo quando elas morrem. Ou seja, somado ao envelhecimento e a morte natural destas células, o ser humano ainda corre o risco de ouvir menos se ficar exposto por longos períodos em faixas de som muito altas. A prevenção é o melhor caminho.

Os cuidados com os ouvidos devem ser constantes, independentemente da idade. As crianças, jovens e adultos precisam ter consciência dos riscos que o cotidiano está trazendo para a audição. Sem contar com os perigos da tecnologia, como os celulares e fones de ouvido. Para detectar qualquer nível de perda auditiva de maneira precoce, o recomendado é fazer a audiometria anualmente. Exames complementares podem ser solicitados se houver alguma alteração nos resultados e o acompanhamento é fundamental.

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