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  10. Capricórnio
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  12. Peixes


Dá uma olhadinha no meu mapa?: O desafio do trabalho do astrológo

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Astrólogos convivem com a curiosidade das pessoas que em qualquer evento social gostam de saber mais sobre seus signos e horóscopos. É normal para o astrólogo, ao dizer qual sua profissão, ouvir comentários do tipo “Ah, eu sou de Áries, fala um pouco sobre mim?” ou “Sou de Capricórnio, será que Libra combina comigo?” e muitos outros desse tipo. Ao se deparar com um astrólogo, muitas pessoas querem saber mais sobre sua personalidade astrológica e seu futuro. Mas em geral as pessoas conhecem pouco a Astrologia e muito do que sabem limita-se ao signo solar e aos horóscopos do jornal. Isso muitas vezes faz pensar que a Astrologia é algo simples ou em alguns casos que o astrólogo é capaz de dizer coisas sobre sua personalidade apenas ao olhar para a pessoa. Mas Astrologia é algo muito mais complexo e saber sobre a personalidade astrológica de uma pessoa não é tão simples assim. Cada um de nós possui um mapa astrológico, que leva em consideração dia, mês, ano, horário exato e cidade de nascimento. Neste mapa são considerados diversos astros, planetas, pontos calculados, casas astrológicas, etc. São pelo menos dez planetas distribuídos em doze signos e em doze casas, formando ângulos entre si em combinações que jamais se repetem. Isso significa que cada um tem seu mapa único, particular, individual e intransferível. Cada um tem personalidade própria e cada pessoa é extremamente complexa. Para fazer um mapa astrológico, um astrólogo precisa estudar muito. Sua formação básica é de pelo menos três a quatro anos. Este é o tempo mínimo para que alguém possa se considerar um astrólogo, compreendendo a linguagem astrológica e sabendo interpretá-la. O curso de Astrologia é longo, profundo e exige muito estudo, dedicação e prática. Para cada especialização podemos colocar mais pelo menos seis meses a um ano. Assim, para o astrólogo compreender profundamente sobre astrologia vocacional, relacionamentos, saúde ou qualquer área específica, foi muito além da formação básica inicial. Isso significa que dedicou tempo, investiu dinheiro e se profissionalizou. Assim, como em qualquer outra profissão, ao fazer seu trabalho precisa cobrar por isso, até porque não é nada simples fazer um mapa astrológico. Mas, voltando às festas e eventos sociais, em geral astrólogos adoram seu trabalho e gostam muito de falar sobre Astrologia. As pessoas em geral também são curiosas e gostam de saber sobre elas mesmas. Isso acaba gerando conversas sobre o tema, os signos e as tendências futuras. Só que estas conversas estão longe de ser uma interpretação completa e profissional. Perguntar coisas sobre si mesmo superficialmente a um astrólogo é como pedir a um médico que faça um diagnóstico numa festa. Ele pode ouvir seus sintomas e arriscar um palpite. Mas sem examinar o paciente e, em geral, sem pedir alguns exames, dificilmente conseguirá diagnosticar qualquer coisa. Com o astrólogo também é assim. Sem calcular e interpretar todo mapa astrológico, impossível dizer como é uma pessoa, o que ela pensa, exatamente como ela funciona, como são seus relacionamentos, sua saúde, trabalho ou qualquer área da sua vida. O astrólogo precisa do mapa completo em mãos e de algum tempo para analisar todo seu conteúdo. Por exemplo, duas pessoas do mesmo signo podem ser completamente diferentes e essas diferenças um astrólogo só consegue detectar com os mapas astrológicos em mãos. Mesmo com o mapa em mãos, dar uma olhadinha, como em geral os astrólogos ouvem, pode ser algo complexo e até perigoso. Sem olhar o conjunto e todo mapa com atenção, dificilmente temos uma boa análise e interpretação. Mesmo quando alguém já é cliente de um astrólogo isso é importante. Dar uma nova olhada no mapa implica em analisar o mapa novamente, lembrar quem é aquela pessoa para então focar em um determinado assunto e tirar a dúvida de alguém. Comparando novamente ao trabalho do médico, quando você faz uma consulta de retorno o médico precisa ler sua ficha novamente, olhar os resultados dos exames, retomar o caso para poder diagnosticar ou receitar qualquer coisa. O mesmo vale para o astrólogo. Quando um cliente tem uma nova dúvida, o astrólogo precisa revisitar seu mapa astrológico para saber exatamente como orientá-lo. No entanto, é comum ouvir pessoas pedindo desconto porque só querem saber um determinado assunto ou porque só querem fazer suas previsões. Esse só, na verdade, não é pouca coisa. Para saber como alguém reage em seus relacionamentos, é preciso saber quem é essa pessoa, como funcionam suas emoções, como é sua personalidade, como reage, etc. Para isso, é preciso analisar todo seu mapa, mesmo que o foco da consulta seja um assunto bem específico. O mesmo vale para as previsões, que estão completamente atreladas ao mapa natal de uma pessoa. Por exemplo, um trânsito de Saturno pode funcionar de formas completamente distintas dependendo do mapa completo de uma pessoa e das demais previsões, sejam progressões, trânsitos, etc. Isso significa que para fazer só as previsões, o astrólogo certamente fará a análise do mapa natal e que para saber um assunto o profissional precisa conhecer todo mapa de uma pessoa. E por ser algo complexo, exigiu anos de dedicação, estudo e formação e exige, hoje, tempo e profissionalismo para a análise e, por isso, deve ser um trabalho reconhecido e bem valorizado. Quando olhamos para trás, ao longo da história, a Astrologia por muito tempo foi mesmo considerada uma ciência. Os grandes astrólogos eram médicos, astrônomos, matemáticos. Não se tomavam decisões importantes sem a orientação de um profissional de astrologia. Todos reis e governantes tinham seus astrólogos e este sempre foi um trabalho bem remunerado. O próprio Kepler ganhava dinheiro como astrólogo. No entanto, a associação em tempos mais recentes da Astrologia com algo mais místico e esotérico afastou esse conhecimento do meio acadêmico e científico e, infelizmente, a Astrologia ainda sofre algum preconceito. Isso faz com que muita gente não veja essa área do conhecimento como uma profissão. Felizmente isso está mudando. Mas ainda é comum ouvir pedidos para uma olhadinha no mapa. Essa olhadinha no mapa, quando acontece, certamente será algo superficial, sem toda profundidade que a Astrologia tem a oferecer. Portanto, quando alguém quer realmente saber mais sobre sua personalidade astrológica e conhecer suas tendências futuras, vale a pena agendar uma consulta com um astrólogo que, com o mapa astrológico em mãos, poderá tratar de todos assuntos que sejam de interesse de seu cliente, dos mais simples e superficiais, aos mais profundos e complexos.

 

Por: Titi Vidal, Astróloga, taróloga e terapeuta. Contato: titividal@titividal.com.br

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