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O caminho para..: O sonho da casa própria

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*Mauro Calil

 

Uma situação muito comum na cultura brasileira é ver casais, jovens ou maduros, fazendo planos para comprar um terreno e construir uma casa, na qual criarão seus filhos e viverão até o fim da vida. Nada mais legítimo e, como o tempo é o senhor das finanças, quanto antes o plano da conquista da casa própria for colocado em prática, menor será o esforço para a conquista se concretizar.

 

Existem vários caminhos para isso ocorrer, mas o pior deles, pelo menos enquanto os altos juros vigorarem no Brasil, é o financiamento. Outros caminhos, como poupar previamente ou ainda contar com as parcelas do consórcio, são bem mais amigáveis que o financiamento.

 

No entanto, um dia destes, um jovem em início de carreira me procurou para avaliar sua ideia, amplamente discutida em família, com o pai e o sogro. Ambos concordavam que o melhor para o jovem pai de família seria comprar um terreno e construir aos poucos. Assim, se o dinheiro da obra faltar, poderia interromper os serviços, voltar a juntar recursos e continuar a construção posteriormente. Desta forma, não se apertaria financeiramente, visto que sempre teria a possibilidade de interrupção e o que foi investido permaneceria construído à espera de novos tijolos.

 

Resolvi me manifestar em relação ao plano. Veja que são duas etapas financeiras distintas e importantes. A primeira é a compra de um terreno e a segunda, a construção em si. Há ainda uma terceira que se refere à mudança propriamente dita, ou seja, mobília, cortinas, equipamentos etc. da qual não tratarei.

 

Comprar um terreno depende do encontro entre o desejo e o bolso do comprador e aquilo que se encontra disponível no mercado, pelo preço que se pode pagar. Neste caso, é possível realizar a compra agora, já que os terrenos podem aumentar muito de preço ou mesmo ser vendido para outra pessoa, ou ainda por qualquer outro motivo ficar indisponível para a compra. O grande cuidado aqui é saber quais serão os custos recorrentes, como IPTU, condomínio e limpeza do terreno, e em quanto tempo tais custos podem retardar o início das obras.

 

Já com relação à ideia de “construir aos poucos”, sou radicalmente contra. De todos os pontos de vista não vejo vantagem alguma nisto. A questão de ‘não se apertar’ não me parece real, pois a obra só pára justamente quando há algum problema orçamentário.

 

Colocado assim, “vai construindo aos poucos, sem sufoco”, parece-me algo colocado em segundo plano e não uma das mais importantes conquistas na vida de todas as famílias, que é a casa própria.

 

Do ponto de vista financeiro, é um desastre. Ao começar uma obra, retira-se dinheiro de uma aplicação financeira, que rende juros, para comprar tijolos. Se você tinha R$ 20 mil, que renderiam R$ 100 em um mês ou R$ 1.200,00 em um ano (por exemplo), agora tem 1.000 tijolos assentados (ou menos), que serão 1.000 tijolos tanto em um como em 12 meses. Ou seja, dinheiro aplicado acelera a obra, mesmo que o início dela se dê meses depois.

 

O argumento mais comum contra poupar primeiro e iniciar a obra depois se baseia no INCC, índice de inflação para os materiais da construção civil. Os incautos pensam que, se não comprarem agora, não poderão comprar amanhã, pois o preço de tijolo, areia, cimento, argamassa, tinta etc. ficará maior.

 

Este é mais um exemplo que deve ser visto com cautela, pois, se o preço do tijolo aumenta a ponto de você não poder acompanhá-lo, significa que sua obra parará e você ficará sem a casa e sem o dinheiro aplicado.

 

Outro ponto importante é que obra que anda, pára e volta a andar, fica mais cara. Muito do serviço iniciado fica comprometido pela ação de sol e da chuva, desperdícios de material se multiplicam e a retomada exigirá novas compras e contratação de outra equipe, que sempre achará algum defeito naquilo que os outros fizeram, exigindo reparos.

 

Caso haja pressa, sugiro verificar a utilização dos consórcios para compra de material e contratação de mão de obra, inclusive arquitetos e engenheiros. Caso tenha tempo, sugiro fazer um plano financeiro de poupança e aplicações financeiras sofisticadas e turbinadas para acelerar seu projeto de modo que comece e termine dentro do prazo e de suas expectativas.

 

*Mauro Calil é palestrante, educador financeiro, gerente geral do INI e autor do livro “A Receita do Bolo”

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