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Nunca é tarde: Aprendendo a dizer desculpas

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Ontem observei no consultório uma reprise de nossa vida infantil, isso mesmo, uma reprise da minha, da sua e de milhares de outras pessoas.

O menininho simplesmente deixou cair no chão um pequeno vaso decorativo, o barulho foi mínimo, mas o estrago foi uma rachadura de ponta a ponta, ele simplesmente pegou o vasinho, e colocou atrás do pequeno sofá, numa atitude de medo pela possível consequência do ocorrido.

Quantos de nós em nossa infância ocultamos nossas travessuras com medo de umas boas palmadas?

Em geral, carregamos este sistema até a vida adulta, com medo de sermos reprendidos, não aceitos e mesmo criticados.

No nosso cotidiano vemos as pessoas sendo rígidas consigo mesmo, ocultando erros e principalmente não admitindo seus erros, por menores que sejam.

Por mais que nossa educação tenha sido polida e mediada por uma boa dose de compreensão, parece que esse mecanismo esta intrínseco em nós.

Como profissionais as coisas pioram, esconder erros em determinadas áreas pode acarretar catástrofes de dimensão inigualáveis, mas podemos ir além, e nos relacionamentos?

Na verdade nós nunca tivemos um aprendizado emocional salutar, você, assim como eu, aprendemos matemática, português, geografia e outras disciplinas básicas, mas a arte de se relacionar a dois, nem passamos por perto.

Talvez o aprendizado mais superficial que tivemos seja por imitação, e isso nos infere um problema, poderemos repetir os problemas de nossos pais.

Mas vamos um pouco mais além.

Existe uma necessidade imperiosa de se PEDIR DESCULPAS em uma relação.

Conheço pessoas que ainda teimam de pé junto que estavam certas em fazer isso ou aquilo, em seus relacionamentos, e não dão o braço a torcer, de jeito nenhum, Puro orgulho.

Todos nós temos nossas dificuldades para se relacionar, isso é comum, nosso aprendizado foi mínimo, sendo assim é comum que erremos aqui ou ali, afinal não existe o tal manual das regras e nem tudo está tão claro, o que sabemos é simplesmente : Viveram feliz para sempre e isso não basta.

Eu gostaria que você refletisse o quão poderoso é pedir desculpas a alguém, o quão profundo e impactante é essa atitude, ela desvanece o orgulho e dá uma chance incrível das coisas funcionarem.

Jorge é um de meus clientes, em sua jornada afetiva um dos casos mais complicados foi se desvencilhar de algumas ocorrências do passado.

Quando se relacionava com Cláudia, após alguns desencontros, que inclusive são normais durante a relação, ela se fechou, e decidida se posicionava como a "dona da razão", onde a verdade era sua com toda exclusividade, houve o afastamento e Jorge sofreu com tudo isso, por ser uma pessoa ponderada e mais flexível.

Anos se passaram, e o que sobrou foi um profundo silêncio.
Muitas vezes o silêncio é uma forma mais dura de ferir alguém, mas do que uma palavra áspera ou algo do gênero, as pessoas não fazem idéia dessa dimensão.

Para foi fácil suavizar essa angústia interna de Jorge, era como se algo tivesse ficado no ar, mas com o passar do tempo, começamos a compreender como seria mais difícil relacionar-se profundamente com uma pessoa que se fecha, que acredita sempre estar certa, e que não consegue abandonar o orgulho e nem expressar uma desculpa, certamente o seu alívio veio dessa compreensão.

Hoje em meus curso e palestras eu não deixo de falar sobre o PODER DA DESCULPA, isso mesmo, um simples ato , abandonado pelas pessoas sensatas, uma forma ponderada de reatar, reviver, crescer juntos e de uma maneira salutar, se relacionar melhor.

Eu sempre gosto de fazer uma analogia, ontem por exemplo eu vi dois pássaros brancos, um deles cantarolava de forma a ecoar no ambiente as formas mais lindas de melodia, de diversas tonalidades e cores, e ao longe avistei outro pássaro que estava solitário, mirando o profundo horizonte, como se estive em uma gaiola, sem um som sequer, em profundo silêncio, parecia estar imerso num passado doloroso.

Você pode ser um desses pássaros, amante da vida, que ecoa o brilho da melodia, e na liberdade alça voôs de felicidade, ou o pássaro que calado em sua tristeza, mesmo solto se sente enjaulado em sua própria dor.

Aprenda a se relacionar melhor, um dos primeiros passos, é admitir que nós erramos, o segundo passo é mudar esse aspecto, para que ele não se torne um hábito e em terceiro lugar que você possa reparar, ecoando um profundo : me desculpe.

No final eu tenho certeza absoluta, seu voô por esse mundo será surpreendente.


Fonte: Paulo Valzacchi- Biomédico, professor, escritor, psicanalista, especialista em saúde emocional. E-mail: paulo@cebinet.com.br

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