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Depressão de novo?: Quanto mais episódios depressivos, maior deve ser o cuidado para que o paciente não tenha reincidência

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Uma briga com o marido, um dia difícil no trabalho ou ficar muitas horas num congestionamento são situações extremamente desagradáveis, mas fazem parte da vida e, como tais, são superadas e administradas pela maioria das pessoas. Porém, para aqueles que já tiveram depressão não uma, mas repetidas vezes ao longo da vida, o desfecho dessa história pode ser diferente.
 
“Cerca de metade das pessoas que deprimiram alguma vez na vida tem mais chances de desenvolver um novo episódio depressivo”, explica Doris Moreno, psiquiatra do Grupo de Estudos de Doenças Afetivas (Gruda) do Instituto de Psiquiatria (IPq) da Faculdade de Medicina da USP. “Depressões recorrentes funcionam como traumas repetidos e tornam o deprimido mais suscetível ao estresse”, complementa. Além disso, suspeita-se que haja um fenômeno, chamado “kindling”, que sensibiliza progressivamente o deprimido a cada novo episódio da doença levando a uma vulnerabilidade emocional tal, que para desenvolver novos episódios depressivos, nem há necessidade de novo estresse ou fator desencadeante – as crises se tornam autônomas. “É como uma árvore que já recebeu várias machadadas: ela pode ceder devido a um simples empurrão, ou cair sozinha por conta das agressões, enquanto aquela que nunca foi danificada permanecerá firme mesmo depois de ser empurrada”, exemplifica Dóris.

Apesar de o fenômeno de Kindling abordar somente a questão dos traumas, com a depressão ocorre algo semelhante. Um fator estressor que não abalaria uma pessoa pode desencadear um novo episódio em quem já é depressivo crônico. A relação parece simples e direta, mas há vários fatores envolvidos nesse processo – inclusive lesões nos neurônios causadas pela doença, deixando essas células deficientes, prejudicando a transmissão de impulsos nervosos importantes no cérebro e, por consequência, predispondo a pessoa à reincidência do transtorno depressivo.

“A depressão é uma doença multifatorial”, enfatiza a psiquiatra. “Por isso, levamos em conta principalmente a existência de outros casos na família, mas também da personalidade, do estilo de vida e histórico do paciente, além de alterações hormonais importantes – especialmente no caso das mulheres, entre outras características”. Quanto mais fatores favoráveis à depressão existirem, mais rígido deve ser o acompanhamento deste paciente para evitar que um círculo vicioso se estabeleça.

A evolução no entendimento da depressão e o conhecimento cada vez mais aprofundado dos fatores relacionados a ela também possibilitou o desenvolvimento de medicamentos mais eficazes, combinados a menos efeitos colaterais. Os antidepressivos de 3ª geração, também conhecidos como duais, conseguem equilibrar a disponibilidade de dois neurotransmissores importantes na depressão: a noradrenalina e a serotonina. Por isso, diminuem sintomas como desinteresse, falta de prazer e de energia, baixa autoestima, dificuldade de concentração, entre outros. Ao mesmo tempo, esses medicamentos duais, como a desvenlafaxina, não interferem significativamente na libido e no peso do paciente, além de possuir baixa interação medicamentosa – o que aumenta a adesão ao tratamento.
 
Seguir corretamente o tratamento é imprescindível, já que o objetivo é manter a doença sob controle, evitando os sintomas e o surgimento de novos episódios depressivos. “A psicoterapia aliada a medicamentos antidepressivos são armas necessárias para manter o paciente que é muito vulnerável longe deste círculo vicioso”, finaliza Doris.


Fonte: Pfizer

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