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SEMANA DAS NOIVAS: Um casamento surpreendente. E sustentável

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Surpreendente! A cada momento alguma coisa acontecia de forma diferente de qualquer outro casamento do qual estive presente. A felicidade sincera dos noivos não era novidade, mas todo resto era. A começar pelo convite, que foi feito apenas na versão online. A lista de presentes também surpreendeu com a opção de se doar valores para a recuperação de áreas da Mata Atlântica ou de pagar um jantar na lua de mel.

Também, nenhum dos noivos, digamos assim, “cozinhava na primeira fervura”, como dizem meus conterrâneos gaúchos. Já experientes e donos de si, fizeram algo para celebrar uma união madura, que supera tantos dribles e rasteiras, decolagens e aterrissagens no triângulo escaleno, entre Brasil, Arábia Saudita e Alemanha.

Então depois de idas e vindas, num período de 17 anos, eles não só queriam oficializar a junção das escovas de dente “brasileiras”, mas também que todos que tivessem se empenhado para estar naquele momento se divertissem. Convidaram apenas um seletíssimo grupo de convidados, apenas aqueles que poderiam deixar de lado a agenda da sua vida em pelo menos um dia. No nosso caso, que saímos de Porto Alegre na sexta, tivemos que fazer várias combinações para estar lá. Mas como valeu a pena.

 

O casamento da Zuzu e do Uli foi tão inovador, pelo menos para mim, que vale a pena relatar algumas situações insólitas. A cerimônia foi no exato momento do pôr-do-sol da paradisíaca Toque-Toque Pequeno. O noivo surgiu pelo meio do mar, em uma singela canoa caiçara todo de branco, de pé descalço. Sua chegada arrancou palmas, gargalhadas e assovios dos convidados pra lá de descolados. Por outro lado, do meio do verde, surgia a noiva que, depois de abraçar a mãe no meio do caminho, foi sozinha ao encontro de seu amado.

Em frente a um arco de bambu, os dois se encontraram. E o próprio “casal 20” teuto-brasileiro conduziu a celebração, sem qualquer rabino, padre ou pastor. Chamaram as pessoas que mais contribuíram para que a relação tivesse se concretizado pra frente do “altar”. E mostraram para todos que ainda duvidam da força do amor, da fé e da oração, que sempre há espaço para um romance verdadeiro.

A serra geral abraçava a praia e a nós também. Os convidados estavam todos encantados, tocados pelo momento. Em um imenso círculo, todos de mãos dadas comandados pelos noivos e amigos mais próximos, cantamos OM NA SHIVAI. Estávamos todos concentrados celebrando um momento único que tinha como testemunha poucos privilegiados.

A plateia estava aos pés, literalmente, dos noivos. Todo mundo – com exceção das veteranas – estavam sentados sobre as cangas distribuídas para serem usadas naquele precioso momento e também para serem levadas para casa como lembrança da festa. Azar de quem foi de salto ou com ternos apertados. Ou melhor ainda, quem não estava à vontade deu jeito de ficar. Como todos estavam hospedados ali por perto, sandálias foram substituídas por chinelos e calças, por bermudas. Com os pés descalços, a areia tomou conta do pedaço. E até a noiva mudou de modelito.

Um evento como esse devia ter tido cobertura da imprensa, não a da equipe de Caras, mas de como fazer uma festa legal, descontraída e sustentável. E, principalmente, de gente como a gente. Para a ironia da história, a noiva é jornalista e vários convidados também. E é claro que ela aproveitou o expertise de mais de 20 anos de comunicação e meio ambiente para colocar em prática no seu próprio casamento. Afinal, a noiva foi uma das inventoras do Repórter Eco da TV Cultura de São Paulo.

Teve uma pista de dança com luzes verdes incríveis, de deixar a ala super jovem enlouquecida.

Os filhos dos convidados se deliciaram com a música antes dos barbados invadirem o pedaço. Até a mãe da noiva, a vovó e a mãe da fiel escudeira da noiva, a assessora para todos-os-assuntos-nada-aleatórios Adynice, soltaram os esqueletos ao som do ultra DJ Claudinho.

Pra encurtar a história, a celebração do “Casal Verde” do ano, que pensou em todos os detalhes sustentáveis, com lixeiras para separação do lixo, nada do uso de descartáveis (fora guardanapo e papel higiênico) e com um menu pra-lá-de-natural-orgânico sob a batuta da chef Claudia, do Espaço ZYM, direto da Lapa paulistana, teve além de todas essas e mais outras atrações, um grande diferencial: os convidados.

Sim, a configuração energética foi composta especialmente para ocasião. E ainda tivemos a sorte de começar uma nova amizade com a carona que nos pegou e deixou no aeroporto de Congonhas! Coisa rara para as bandas da maior cidade do Brasil. Uma viagem inesquecível, com troca de ideias, experiências e até desabafos. Como resultado, mais uma lembrança do casamento, a amizade da Andrea, uma mulher fantástica, mãe de dois moços e autora de dois livros! E mais: amiga do Egberto Gismonti!!!

Bom, depois de contar um pouco dessa história para uma amiga gaúcha, ela indagou: mas e qual é a idade dos noivos? Respondi o que achava e ela disse aliviada: então quer dizer que eu ainda tenho jeito!

 

FONTE: Silvia Marcuzzo, jornalista e colaboradora do blog bemzen

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