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Crianças X Compras: Como controlar os pedidos de Natal

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Da Redação BemZen

Nesta época do ano é difícil controlar os pedidos exagerados das crianças para o Natal. Desde encartes a mídia eletrônica há uma sedução muito grande para elas e, sendo assim facilmente elas pedem e pedem. “Colocar limites é importante e isto pode ser feito, por exemplo, na escolha de número fixo de presentes, conversar com parentes próximos das crianças, como avós, tios para ter um cuidado com a quantidade de mimos”, orienta a psicóloga Clarissa Telles Kahn, do Espaço Acalanto.

Caso não seja possível controlar a impulsividade dos parentes com os bens materiais, Dra. Clarissa orienta: “os pais podem guardar os presentes e ir oferecendo ao longo do ano para a criança. É preciso ter um cuidado com o exagero. O excesso de presentes pode gerar o descontrole do consumismo posteriormente”.

QUESTÃO DE IDADE: Saber lidar com o dinheiro é algo que a criança pode aprender a partir dos três anos, pois ela começa a ter noção de valor, como também de quantidade muito/pouco, que para ter dinheiro é preciso trabalhar para conseguir e de economia. Sobre como lidar com os mais exaltados, a psicóloga explica: “a birra é uma forma de protestar algo que a criança não concorda, é importante que os pais deixem a criança se acalmar e só depois esclareçam o limite”.

Os sinais do consumismo compulsivo podem ser facilmente identificados. As crianças podem dar sinal quando a insistência é muito grande, faz birras constrangedoras e não entende, apesar das conversas, que não se pode comprar tudo. “Os pais precisam ficar atentos a este consumismo exagerado. Precisam ter cuidado para não compensar a ausência com presentes Outro ponto é sobre a questão de que muitas vezes pais consumistas podem estimular o consumismo da criança”, alerta Dra. Clarissa.

Portanto, os pais precisam ser cuidados com seus hábitos e adotar atitudes mais coerentes, que estimulem a criança a desenvolver uma consciência crítica saudável. “ Instigue a criança, por exemplo, ao ganhar um brinquedo novo, que escolha um que não brinque mais para doar. Neste caso, pequenos hábitos fazem a diferença”, finaliza Dra. Clarissa.
 

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