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Perigo invisível: Música alta prejudica a audição

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Por Redação Bemzen

 
O dia 10 de novembro é celebrado o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Surdez. Segundo a Organização Mundial da Saúde, mais de 15 milhões de brasileiros têm problemas auditivos, por isso disseminar a cultura da prevenção e conscientizar a população sobre os perigos da poluição sonora, como a música alta dos MP3, são os principais pontos levantados pela Campanha Nacional da Saúde Auditiva, promovida pela a Sociedade Brasileira de Otologia – SBO.

A importância de procurar um médico, para evitar a perda da audição ou conhecer tratamentos adequados, também são questões presentes da terceira edição consecutiva da campanha. De acordo com a Sociedade Brasileira de Otologia – SBO, 15 a 20% da população em geral têm zumbido. No Brasil, significa algo em torno de 25 a 30 milhões de brasileiros. Destes, 15% se sente incomodado com o zumbido e procuram ajuda médica. O zumbido não é uma doença, mas um alerta de que algo pode estar errado nas estruturas das orelhas. Podendo também ser sintomas para outras doenças, como pressão alta, diabetes, aumento de colesterol, doenças da tireoide.

A perda da audição pode ocorrer de diversas formas: geneticamente, sendo detectada nos primeiros dias de vida, por isso a importância do teste da orelhinha nos recém-nascidos; em decorrência do envelhecimento dos órgãos, mais comum entre os idosos; e devido à poluição sonora. Como sabiamente diz o ditado popular, “prevenir é melhor que remediar”. Diminuir os níveis decibéis dos ambientes é uma atitude primordial para combater o perigo da surdez. Segundo a SOB, “o limite máximo permitido, inclusive na legislação brasileira, de exposição a sons é de 85 decibéis (dB). A partir deste nível, há risco de perda auditiva, que depende da intensidade do som (volume), tempo de exposição e sensibilidade individual”.

Ainda segundo a Sociedade Brasileira de Otologia, “o hábito de ouvir música alta em tocadores de mp3 tem trazido sérios problemas para os ouvidos, que possuem estruturas muito especializadas e delicadas, responsáveis pela audição. Os tocadores de mp3 atuais são tão potentes que podem atingir uma intensidade sonora de até 120 dB, em seu volume máximo. Alguns países limitam o volume máximo na fabricação destes aparelhos, como o Canadá. No Brasil não há nenhuma restrição, infelizmente”.

Música alta nas academias pode afetar a audição


Apesar dos tocadores de mp3 estarem no foco da campanha, o risco da perda de audição também ronda as pessoas que frequentam academias em busca de saúde e beleza, que não se dão conta, mas, junto com os resultados de um corpo mais enxuto, elas correm o risco de ter a audição comprometida. Em muitas academias, o barulho também pode chegar a 110 decibéis, por causa da música utilizada pelos professores para estimular seus alunos a malhar.

A grande preocupação é que a 'Perda Auditiva Induzida por Ruído' é cumulativa. "Dependendo da frequência e do tempo de exposição ao som elevado, o atleta - e também o professor - pode sofrer danos auditivos de forma contínua e elevada ao longo da vida. Quanto maior a frequência a ambientes barulhentos, maior o problema. Além disso, na medida em que o volume passa dos 100 decibéis, aumenta o risco de lesões na cóclea (órgão dentro da orelha responsável pela audição). Nesses casos, o tempo de exposição não deve passar de 30 minutos", explica a fonoaudióloga Isabela Pereira Gomes, da Telex Soluções Auditivas.

A academia de ginástica, um local destinado ao lazer e à saúde, contraditoriamente gera ruídos sonoros próprios de ambientes industriais, danosos à audição. Na indústria, o uso de protetores de ouvido é obrigatório entre os trabalhadores. No entanto, nas academias, muito frequentadas por jovens, não há fiscalização. O barulho em excesso é tolerável e até muito bem aceito.

As aulas de Spinning, por exemplo, que simulam trajetos de bicicleta em montanhas - e que são sucesso nas academias -, são sempre embaladas por música bem alta, para os frequentadores entrarem no ritmo da malhação. Para piorar, os professores são obrigados a gritar a cada mudança de exercício, o que torna o barulho ainda maior.

Para evitar ou pelo menos atenuar os riscos de danos à audição, o melhor é usar protetores auriculares na academia. "Eles apenas reduzem o volume excessivo, mas quem usa não deixa de ouvir o som ambiente", explica a fonoaudióloga.  Os protetores comercializados pela Telex são moldados de acordo com a anatomia do ouvido de cada pessoa; e podem ser feitos em dois modelos: o que diminui em 15 dB o barulho ambiente ou o outro tipo que reduz o som em 25 dB.
 
A fonoaudióloga Isabela Gomes lembra, no entanto, que existem pessoas mais suscetíveis aos altos ruídos do que outras e recomenda "consultar sempre um médico otorrinolaringologista e fazer uma avaliação. Ele dará as orientações necessárias para prevenir ou impedir o agravamento do problema".   

O ideal é compreender os riscos da poluição sonora e conscientizar a todos sobre a necessidade de reduzir os níveis de decibéis, como ressalta a Sociedade Brasileira de Otologia no site da campanha (saudeauditiva.org.br): “A poluição sonora é a terceira maior do planeta, só perde para água e o ar. Pode acarretar consequências severas à qualidade de vida da população, afetando a saúde do indivíduo e conturbando intensamente as relações sociais. Algumas pesquisas mostram que o ruído fora de controle constitui um dos agentes mais nocivos à saúde humana, causando perda da audição, zumbidos, distúrbios do labirinto, ansiedade, nervosismo, hipertensão arterial, gastrites, úlceras e impotência sexual. No Brasil, a poluição sonora já é considerada uma questão de saúde pública.”.
 

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Comentários

  • #1 gisele rodrigues
    23/11/2011 11:16

    vai se fude sejam mais criativos

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