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Transtorno alimentar: Quando passar fome vira doença

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Por Ana Paula Gonzaga e Cybelle Weinberg (*)

Com a proximidade do Dia Mundial da Alimentação, uma questão contraditória nos impele a uma importante reflexão. Se por um lado a fome castiga mais de 30 milhões de brasileiros que padecem pela má distribuição de renda no país, temos uma outra parcela – significativamente menor, mas não menos importante –, sofrendo por transtornos também relacionados à alimentação. Para se ter uma noção básica da gravidade do problema, cerca de 1% da população do Brasil e aproximadamente 4% dos jovens com idade entre 12 anos a 20 anos sofrem de algum tipo de transtorno alimentar; porcentagens que equivalem a algo em torno de 1.800.000 pessoas, das quais 1.200.000 são adolescentes. Os quadros típicos desses transtornos são a anorexia nervosa – recusa em manter o peso mínimo para a idade; medo intenso de ganhar peso; distorção da imagem corporal; e amenorreia nas meninas – e a bulimia nervosa, caracterizada pelo ímpeto de comer compulsivamente em um curto espaço de tempo, acompanhado por um sentimento de perda de controle e comportamentos compensatórios de purgação.

O problema da fome demanda políticas públicas capazes de promover uma melhor distribuição de renda e consequente acesso a alimentos em quantidade e qualidade suficientes para a manutenção da saúde. Por sua vez, os transtornos alimentares são patologias graves que demandam políticas de saúde que contemplam a especificidade da doença e requerem o tratamento por meio de uma equipe multidisciplinar – psiquiatras, clínicos, psicólogos, nutricionistas e terapeutas familiares. Se o número de casos é alarmante em nosso país, em contrapartida são escassos os centros especializados para o tratamento. Mais do que isso, são quase inexistentes os trabalhos preventivos nessa área.

Trabalhando há uma década com o tratamento e pesquisas, um grupo de psicanalistas vem desenvolvendo atividades importantes no atendimento direto ou indireto a pacientes com esses transtornos: psicoterapia, supervisão clínica, cursos, grupos de estudos, grupos psicoeducativos para familiares e cuidadores, palestras em escolas e empresas, e consultoria para agências de modelos. A Clínica de Estudos e Pesquisas em Psicanálise da Anorexia e Bulimia (CEPPAN) promove intervenções que visam tanto o tratamento quanto a prevenção e difusão de informações sobre os transtornos alimentares. Em comemoração aos 10 anos de atividades, lançaremos o livro "Psicanálise de Transtornos Alimentares", pela Primavera Editorial (Selo PSI), durante o Rio International Eating Disorders and Obesity Conference 2010 (Congresso Internacional de Transtornos Alimentares e Obesidade), a ser realizado no Rio de Janeiro, nos dias 18 e 19 de novembro de 2010.

A obra, que reúne artigos dos mais renomados especialistas em transtornos alimentares, representa a união de esforços de especialistas nacionais e estrangeiros em torno da missão de disseminar informações sobre patologias alimentares cuja prevenção e tratamento demandam uma nova abordagem interdisciplinar.


* Ana Paula Gonzaga é graduada em Psicologia e especializada em Psicanálise, coordenadora da equipe de Psicologia do Programa Interdisciplinar de Atendimento, Ensino e Pesquisa dos Transtornos Alimentares na Infância e Adolescência do Serviço de Psiquiatria Infantil do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (PROTAD-SEPIA-Ipq-FMUSP).  Atua também como coordenadora da Clínica de Estudos e Pesquisas em Psicanálise da Anorexia e Bulimia (CEPPAN) e editora de Cadernos da Ceppan (Revista de Transtornos Alimentares). A especialista é autora dos capítulos “Grupo de psicoterapia de orientação psicodinâmica – que integra o livro Transtornos Alimentares na Infância e Adolescência: uma visão multidisciplinar (Weinberg, C., Sá Editora, 2008); “A violência dos ideais na Anorexia Nervosa: o eu corporal em ruínas” – artigo que integra o livro O Eu em ruína: perda e falência psíquica, organizado pela dra. Eliane Michelini Marraccini (Primavera Editorial, 2010).


* Cybelle Weinberg é graduada em Filosofia, especializada em Psicanálise, mestre em Ciências e doutoranda em Psicologia Clínica. Coordenadora da Clínica de Estudos e Pesquisa em Psicanálise da Anorexia e Bulimia (CEPPAN) e editora de Cadernos da Ceppan (Revista de Transtornos Alimentares). A especialista é autora dos livros “Por que estou assim? Os momentos difíceis da adolescência” (Casa do Psicólogo, 1999); “Geração Delivery.Adolescer no mundo atual” (Sá Editora, 2001); “Do altar às passarelas. Da Anorexia Santa Anorexia Nervosa” (Annablume, 2006); e organizou a obra Transtornos Alimentares na Infância e Adolescência. Uma visão multidisciplinar”. (Sá Editora, 2008).     

 

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