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Blog Bem Zen

Por que crianças fazem birra?

Cena corriqueira em lojas e supermercados: diante da negativa dos pais de comprar um doce ou um brinquedo, a criança chora, grita e, não raro, se atira ao chão, indiferente ao desespero dos pais e aos olhares de desaprovação. Também não é difícil ela entrar, volta e meia, em uma acalorada disputa por um brinquedo. Comuns na infância, os comportamentos impulsivos estão relacionados a um menor amadurecimento da conexão entre áreas do cérebro. Essa é a conclusão de um estudo da Universidade Georgetown, em Washington, que monitorou a atividade neural de crianças e adultos – nelas, há menor coordenação entre regiões relacionadas à inibição e à empatia, que é a capacidade de perceber e entender as emoções do outro.

O neurocientista Stuart Washington, do Centro Médico da Universidade Georgetown, solicitou a 42 voluntários entre 6 e 27 anos que tentassem distinguir a orientação de setas que apontavam para direções diferentes em uma tela de computador enquanto o cérebro era monitorado por ressonância magnética funcional (fMRI). O pesquisador, no entanto, não estava interessado na atividade neural durante a tarefa, mas nos períodos de repouso, após o exercício – o objetivo era registrar as informações da rede neural em estado padrão (DMN, default model network), isto é, regiões que “desligam” quando o cérebro se concentra em realizar uma tarefa e se tornam mais ativas em períodos de descanso. Estudos anteriores relacionaram essa rede à inibição de comportamentos e à habilidade de distinguir emoções alheias e de se importar com o que as outras pessoas pensam.

Ao comparar os registros da ressonância magnética, Washington observou uma ativação sincronizada de vários pontos da DMN em voluntários mais velhos, enquanto ela era mais difusa nos participantes com menos de 13 anos, principalmente naqueles com até 9 anos. “Os resultados indicam que crianças são menos capazes que adolescentes e adultos de entender as consequências de suas ações, pensar em eventos futuros ou avaliar realisticamente como outras pessoas veem suas ações”, diz o neurocientista. Segundo ele, essa descoberta ajuda a explicar por que as crianças são mais impulsivas: a conexão entre as áreas cerebrais responsáveis pelo controle de comportamentos e aquelas associadas à percepção de como as outras pessoas nos enxergam ainda não está completamente estabelecida.

FONTE: Revista Mente (cérebro)

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