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Blog Bem Zen

Por que pessoas ciumentas perdem o autocontrole?

O ciúme está intimamente ligado a insegurança, ao medo de perder e é um dos maiores obstáculos para um relacionamento harmonioso. É uma ditadura extremamente complexa, responsável por grandes sofrimentos.
O medo de se tornar dispensável para a pessoa com a qual se está relacionando representa, na verdade, uma gama de sentimentos destruidores que inclui o medo da rejeição, da humilhação, de não ser amado, da solidão… Pode ser consequência de traumas na infância ou até mesmo de relacionamentos anteriores, mas caracteriza-se invariavelmente por mentes envolvidas pela idéia do perigo real ou aparente. Numa relação ciumenta a pessoa perde a própria intimidade e sente que não é capaz de viver sem a outra pessoa. Realmente é um profundo desamor a si mesmo e consequentemente um desamor ao outro, pois, pelo ciúme se estabelece uma relação entre dominador e dominado. Esse excesso de zelo manifesta total desequilíbrio emocional e produz grande confusão de valores entre o “eu” e o “nós”. E é por isso que pessoas ciumentas tendem a perder o autocontrole e se colocarem totalmente dependente do outro constituindo relacionamentos doentios e viciosos. Tanto é assim que dificilmente um relacionamento se deteriora sem a presença marcante do ciúme, do desejo de dominar a outra pessoa, de ter poder e controle sobre as ações e até os pensamentos da pessoa que se diz amar.
Enquanto o ciúme prende, amarra, condiciona e determina; o amor é solto, livre e está diretamente ligado ao sentimento de liberdade, de opção, de escolha. Cada pessoa é única e exclusivamente dela mesma, podemos perder um livro, uma caneta, qualquer objeto, porém nunca podemos perder uma pessoa. O ciúme não garante, pois, a posse do outro, mas a perda de si mesmo. Jamais uma pessoa deveria permitir privar-se de sua liberdade, asfixiando o amor próprio e a auto-admiração. Nada pode ser mais autodestruidor! Assim, manter o ciúme sob controle é garantia de empreender ligações íntimas saudáveis, nas quais o respeito à individualidade seja prioritário. É imprescindível refletir sobre as razões que despertam essa emoção devassadora, inicialmente com a finalidade de desmotivá-la e depois de buscar a auto-segurança capaz de livra-se dela.
Relacionamentos eficazes são baseados na confiança, no amor e no respeito. Sem liberdade o amor asfixia, a auto-estima sucumbe e a relação falece!

FONTE: Suely Buriasco, educadora e mediadora de conflito.

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