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Saudade do que foi: Superando o fim de um amor

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O relacionamento amoroso acabou? Perdeu o emprego? Deixou passar aquela oportunidade especial? E não tem mais nada a seu alcance que possa ser feito? Mas os dias passam, às vezes, meses e, para algumas pessoas, anos, e lá está ela presa, atrelada ao que não foi.

Isso é muito mais comum do que supomos. E pode ser um atraso considerável na vida da pessoa, principalmente quando a perda é amorosa. No caso das outras perdas, dar a volta por cima é mais fácil porque é mais urgente. Analisa-se a situação, onde se errou, e segue-se em frente, na maioria das vezes, com determinação em não repetir o mesmo erro. 

Mas, quando se trata da pessoa amada... Aí fica tudo mais difícil. Algumas pessoas conseguem fazer uma autoanálise e, em seguida, tocar a vida e, em pouco tempo, já estar amando novamente. Mas por que para outras isso é tão difícil?

Vamos por parte. Os motivos podem ser muitos e variam de pessoa para pessoa. Entram nessa balança traumas, outras perdas, educação, autoestima, não aceitação, orgulho, vaidade, etc. Mas o que mais prendem a pessoa no passado são duas coisas: culpa e a ilusão do que poderia ter sido.

O “abandonado” pode realmente ter pisado na bola, não ter dado o devido valor ao outro e fica cheio de culpa. Junto à culpa vem a “saudade” do que poderia ter sido. "Ah! Se eu tivesse agido de outra forma, hoje, poderíamos estar vivendo uma linda história de amor...". 

Ele monta um sonho de relacionamento de como seria se tivessem continuado. Um sonho só dele, onde tudo seria perfeito. Uma ilusão. Mas a realidade poderia e, provavelmente, seria outra bem diferente. 

É muito mais razoável pensar que provavelmente o parceiro não fosse a pessoa que de fato ele vê hoje. Mas sim com defeitos que talvez o mantivesse com o pé atrás e impedisse, mesmo que inconscientemente, uma entrega mais profunda.

 

Quantas vezes mantemos um relacionamento porque tem muitas coisas que nos prendem àquela pessoa, mas, no entanto, não temos certeza alguma, ou, o contrário, temos toda certeza de que não vai dar certo, que não podemos casar com ela ou manter ainda por muito tempo a união? Às vezes, o nosso par tem defeitos que representam um peso forte para gente. Mas vamos levando sem, contudo, haver uma entrega definitiva. 

O outro sente e, em determinado momento, pode sim ir embora. É aí que a casa cai. Porque havia um tipo de amor, um padrão de relacionamento que mantinha eles juntos e, quando a pessoa se vê deixada, surgem muitos questionamentos, tal qual - se tivesse agido diferente, o final poderia ter sido outro bem diferente. E nascem os sonhos e, por sua vez, os defeitos desaparecem e, assim, sobram apenas e somente as qualidades, que é claro existiam sim, mas não foram o bastante para que houvesse a doação, a entrega, a dedicação, o afeto para manter, aumentar e sustentar a cada dia aquele amor.

O importante é que a gente consiga se afastar e ser um observador do que aconteceu e o que está acontecendo para conseguir se olhar e, então, pensar e agir diferente. E, principalmente, aceitar o que não tem mais solução, o que não tem mais volta, o que está desfeito. Se, for o caso, aprender para não repetir mais os mesmos erros com o próximo. 

E abrir-se para o novo, para a vida, porque a vida tem muito a oferecer, mas para aqueles que se permitem receber.

* Por Sandra Rosenfeld

Escritora e Palestrante. Terapeuta em Qualidade de Vida como Instrutora de Meditação, Executive e Personal Coach. Autora dos livros “Durma Bem e Acorde para a Vida” e "O que é Meditação", ed. Nova Era/Record. 

contato@sandrarosenfeld.com.br

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