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Comportamento: A consciência do Bem

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O homem que se conscientiza das próprias responsabilidades, melhor se arma de recursos para enfrentar as vicissitudes. Tem fé no futuro e trabalha por alcançá-lo mediante as realizações de enobrecimento. Quando sofre, reúne os valores morais e enfrenta o problema sem perder o equilíbrio, fator preponderante em qualquer empreendimento. Quando incompreendido ou sob os camartelos da dificuldade, permanece íntegro no culto do dever, confiando na resposta do tempo, que é o inevitável desvelador de todas as coisas. Se colocado em situação relevante, utiliza-se da oportunidade para repartir as conquistas que o engrandecem e ao grupo social no qual se movimenta. Sob tensão, age com harmonia; em posição de paz, atua com entusiasmo. Nesse homem estão presentes os títulos do cidadão ideal, que um dia se tornará comum, numa sociedade mais justa, portanto, mais feliz. Quem se entegra ao ideal religioso, qual ocorreu com os cristãos primitivos, ombreando com os apóstolos e os mártires, descobre as altas finalidades da vida e, por antecipação, experimenta a felicidade que lhe reserva após as lutas renhidas da sublimação. Compreensível que a odisséia do Cristianismo seja, nos tempos primeiros, a saga de santos e de heróis, em face do espírito de integração na Causa que sustentava os participantes da fé. Fenômeno semelhante deve ocorrer com os espíritas, os cristãos-novos, considerando-se o conteúdo da doutrina que se lhes apresenta e as condições especiais de vivê-la na atualidade. Objetivando essencialmente a realização do homem integral, propõe a mais eficiente ética numa extraordinária filosofia de comportamento, que o capacita para as conquistas morais que o alçam à paz. Explica-lhe a razão dos infortúnios e dos sucessos; o porquê das ditosas como das infelizes ocorrências, assim ensejando-lhe uma conduta de eqüidade em relação ao próximo e de confiança a respeito da vida, em cujo rio de experiências braceja... Fortalecido por uma fé que se estriba no conhecimento da vivência do fato, não teme qualquer injustiça que lhe é sempre aparente, nem o mal, que é somente a temporária ausência do bem que lhe cumpre desenvolver... Tendo como exemplo Jesus, que jamais desanimou ou se precipitou, confia na lição das horas bem aproveitadas e prossegue no campo dos deveres que lhe dizem respeito. Ao mesmo tempo tem, em Allan Kardec, o exemplo ideal do discípulo da Verdade que, em "tomando da charrua não olhou para trás", produzindo um breve período a Obra colossal que vem triunfando sobre o tempo como um monumento de luz para clarear a Humanidade de todos os tempos, futuro a fora.

*JONNA DE ÂNGELIS (DIVALDO P. FRANCO- "RECEITAS DE PAZ")

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