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Yoga: A lição do desapego na visão tântrica

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Em última instância o trabalho tântrico afirma que cada indivíduo já é a própria felicidade que busca. Sendo esta afirmativa verdadeira, então o que nos impede de vivermos esta felicidade?

Segundo os Tantras, o grande impedimento é a ignorância de quem somos, que é causada pela identificação com os diversos níveis de consciência afetos a cada um dos sete Chakras principais. Por isso o trabalho tântrico preconiza uma tomada de consciência das nossas dificuldades e, ao tomarmos consciência delas, é impossível esquecê-las; pois, uma vez que tenhamos nos conscientizado da fonte de qualquer infelicidade, não poderemos eliminar essa consciência e teremos que fazer escolhas. E a habilidade de escolher é um poder excitante e ameaçador, porque faz com que queiramos mudar aquelas coisas de nossas vidas que não são mais apropriadas para esse outro nível de compreensão de nós mesmos, que surge.

No decorrer desse processo, o indivíduo começa a reconhecer suas próprias necessidades e a avaliar sua vida, passando a admitir que as circunstâncias do momento não são mais aceitáveis para a pessoa em que ele está se transformando e nem favoráveis ao autoconhecimento e, então, ele aprende a se desapegar dos objetos e das pessoas que o estão impossibilitando de seguir em frente no caminho da reestruturação de sua personalidade.

Essa necessidade premente de mudança é uma experiência muitas vezes assustadora, pois o indivíduo percebe, consciente ou inconscientemente, que o desapego é sinônimo de adeus, de despedida de velhos conceitos, de julgamentos e formas de agir. E esse desapego, na maioria das vezes, é representado pelo medo da morte, que, neste caso, significa a libertação de pessoas e situações do passado.

Normalmente, nessa fase, os que estão nesse processo de desapego ficam perturbados, pois, ao mesmo tempo que querem se desligar, se agarram com todas as suas forças à maneira de agir e ser do passado.

É interessante notar que algumas pessoas não conseguem se definir e tentam viver nesses dois extremos, estão presas entre dois mundos: o velho que elas precisam deixar para trás, e o novo, onde têm medo de entrar.

Na mudança de nível vertical de consciência, sempre somos atraídos para passar a viver as experiências do nível mais elevado, mas, ao mesmo tempo, é difícil vivenciar essa mudança, por causa do medo do desconhecido, pois, em última instância, isso significa assumir responsabilidades pessoais por nós mesmos, nossas atitudes, pensamentos, gostos e aversões. Aceitar a mudança significa nunca mais podermos culpar as situações ou as pessoas como justificativa para os nossos erros e comportamentos.

Infelizmente algumas pessoas não conseguem vivenciar esse desafio e acabam descobrindo que, embora desejem o autoconhecimento, não conseguem ultrapassar essa barreira e chegar até ele.

Para se "domar o Tigre", como é dito no Oriente, é preciso ação e coragem. Não podemos ser passivos. Temos que descobrir e vivenciar nossas forças internas para podermos deixar para trás nossas crenças e comportamentos ultrapassados e aí, então, poder experienciar a plenitude do Ser.

O Desapego nos dará a habilidade de ver através das ilusões e reconhecer a lição oferecida pelos desafios da vida.


Prof.: Paulo Murilo Rosas

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